ED62- Março de 2014

"Não termina aqui aquilo que belo se fez, sua voz, sua musica, seus gestos, sempre num flutuar do vento continuará, dizem que nada é eterno, mas eterno se faz sua voz através de sua poesia diante da eternidade que reina em nosso ser!" - Pamela Sobrinho em homenagem a um grande colaborador Luiz Carlos Leme Franco.

Adeus

Nota: É com pesar que a Revista Betim Cultural informa a perda de um grande colaborador da revista, excepcional profissional, pessoa e poeta. Luiz Carlos Leme Franco faleceu no dia 05/09/13. A família está disponíbilizando online uma coletânia de seu trabalho, e com muito orgulo, publicaremos sua última poesia.

A coletânia de Luiz Carlos Leme Franco está disponível no seguinte endereço:
https://plus.google.com/photos/106733035946518802116/albums/5697597558663323713?banner=pwa

Ser seu pai ...- Luiz Carlos Leme Franco

É ser grato a Deus,
pelo grande amor
que me envolve;

É ser muito humano,
por poder sofrer com você
seu sofrimento.

É ser de novo
criança,
pelo prazer
de viver seu belo mundo,
brincando com você.

É ser estudante sempre,
por aprender,
continuadamente,
as lições de vida
que me dá.

É ser bastante eu mesmo.
E Deus abençoou-me deste modo:
deu-me a graça de ser
SEU PAI.

ETERNAMENTE.

BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
ANACROGIA (página 71)

Duas vidas... Em uma só
Vislumbro uma realidade oculta,
Morro por um ideal futerno

De manhã estou contente
À noite, contrariado, desgastado... transbordante

Uma luz acesa é minha companhia
Uma luz sozinha é solitária
Um apartamento é apertado,
Um apartamento é um doce lar

Talvez

Se quem o habita for realmente dócil.
Mas até a mais sóbria, doce e dócil
E a mais frugal das criaturas
Caem num veneno diário,
Impercebido, não perceptível
Aos olhos do cotidiano

Acomodado, inalterado...
Envergonhada desvergonha,
Fraqueza insolente
Um animal domesticado,
Uma alma sem sentido,
Uma vida descartada,
Um sonho comedido

Um sonho...
Que luta para ser sonho
Numa realidade anacrônica.

COLUNA DA PAMELA
Perda - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Mais invasiva que a solidão
Mais sórdida que a tristeza
Indiferente aos sentimentos
Sim, a morte chega avassaladora.
Derrubando corações, fincando estacas no peito
Sim, no horizonte perpetua a dor.
Oh morte, não ria de nosso sofrimento
Oh Tempo, dai-nos o consolo desta dor.
Oh tristeza que perpetua que me corrói
Oh dor, oh dor

COLUNA DO VITOR

QUEM VERDADEIRAMENTE AMA?
Vitor Melo - www.vitormeloescritor.blogspot.com

Desde os séculos mais remotos a humanidade tem vagado a procura do amor, no entanto, não o tem encontrado pelo gravíssimo fato de confundi-lo com uma mera paixão. Não são poucos os que um dia se apaixonaram, tomaram atitudes precipitadas crendo que tal inclinação passional seria de fato a manifestação do amor e acabaram se decepcionando.

Não creio que o amor seja um sentimento. Ele vai além: o verdadeiro amor implanta dentro do indivíduo que ama uma nova mentalidade, bem como uma nova visão. A pessoa amada é encarada de forma racional e não emotiva, isto é, não existem contos de fadas ou esperanças fictícias a seu respeito. Quem ama obviamente exige fidelidade e respeito,mas compreende que haverá defeitos na pessoa amada, por isso sempre os avalia com bons olhos por meio do amor.

O verdadeiro amor "tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13. 7), mas as emoções não são assim: na primeira dificuldade a paixão já desaparece dando lugar ao desânimo, ao medo e ao desequilíbrio emocional; a aparente confiança acaba sendo substituída pelas dúvidas e por ciúmes. Quem saber se você ama ou apenas sente uma paixão? Avalie se você tem sacrificado para manter vivo o seu namoro, noivado ou casamento. O verdadeiro amor não é uma utopia, porém ele só se manifesta no interior daqueles que aprenderam a lei do sacrifício.

CONVITE: Nosso colaborador Vitor convida aos leitores da Revista Betim Cultural Concentração da Igreja Universal, no Ginásio Poliesportivo no dia 21/03/2014 as 19:30, com a presença do lider de sua igreja Bispo Adilson Silva, estará presente, bem como diversas autoridades da nossa cidade.

ESPAÇO ABERTO

CONFISSÕES À FRONTEIRA DO EXÍLIO
Baltazar José Filho - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Nesses dias o verde é mais verde
Talvez não o verde
Mas a amplitude
A freqüência não muda
Seja o verde, ora!

Essa vida é
Essa vida é de sentimentos estranhos
e belas pessoas
Reconhecemo-nos no sofrimento
Irmanamo-nos
A esperança cresce quando dão-se as mãos
Os povos todos cultivam noções de eterno
O choro das crianças
O conforto da chuva fina
Fogo e faca
Cobertores, vidraças
Acostuma-se; acostumamo-nos

Não! Deixa o verde crescer
Louca, cala-te!
Deixa-o saborear com gosto a Presença
Deixa-o cantar a vera canção do exílio
Somos sem ainda o sermos
Seja-o, potencialmente, ao seu encontro
Encanto, beleza, verdade, verbo, essência
Absoluto
Será

Agora, o frio
Frio! Frio bom, gostoso, suportável
Demo-nos as mãos
Comamos juntos do doce
Teçamos juntos a rede
Furemos por cima cavernas
Viremos do avesso o espelho

Um pouco após
Arde! Já como estrela supernova
Incontém-se
O espírito que quer desenlace
Ah! que duros limites
Preciosos limites
Precisos limites de quatro dimensões
Verdadeiramente preciosos

Esfrego em meu rosto a terra úmida
Quisera, pois, renascer como ela
Os outros que há em mim gritam por independência
Mas as providenciais cores do horizonte vêm acalmar

Atravessar, ancorado
Voar, voando todos às costas
Cordas lançadas ao norte

Juntos
Tecer
Sonhos conjuntos de desabstração
Ser
Viver.

(Por Henrique Teixeira Gonçalves)
Belo Horizonte – Minas Gerais.


SOCIEDADE CEGA
Tarso Corrêa - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

Cresceu sobre o teto de lona,
A brincar com latinhas
Pulando canaletas de esgoto
Que sesaguam na sua vida fétida
sem oportunidades
sem comida
sem terra
Assim quem não erra?
Vai para a rua cheirar acetona
sua irmã para a zona
Cidadão sem cheiro- inexistente
a vagar no nada, vendedor de farinha
sem comida
sem terra
Assim quem não erra?
Segue sua vida como em um filme escroto
se matando e matando e morrendo
a triunfar nas nulidades da sociedade
sem comida
sem terra
Assim que não erra?
A vida passa, a vida voa
e o menino zumbi inexistente
vira gente, vira estatística
com um presente na testa
um caroço de azeitona
acaba a festa
sem comida
sem terra
Assim que não erra?

COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/

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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )