ED65 - Julho 2014

" E a arte é assim, uma mistura de cores, sons e amores. Retratada como denominador comum de todas as histórias, inspirados na arte de um novo amanhecer" - Pamela Sobrinho

materia

BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
AUTORRESPOSTA - (Página 74)

A felicidade é controversa
Muita gente me fala da tristeza de alguns trechos poéticos,
Acho que as pessoas se acostumaram com as fantasias

Veja
Eu não tenho sentido,
Um pensamento
Fiz virar poesia
Só porque escrevo em forma de versos

Saiba
A alegria
Deve morar no coração
Não em poemas.

COLUNA DA PAMELA - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
VIADUTO CAI EM BH, A RESPONSABILIDADE É DE QUEM?

No dia 03/07 aconteceu em Belo Horizonte um acidente de grandes proporções, acidente. Não, um homicídio de grandes proporções. Um viaduto na região da Pampulha desabou em cima de um ônibus, um carro e um caminho e diversas pessoas (vide reportagem: http://www.otempo.com.br/cidades/viaduto-da-pedro-i-desaba-e-deixa-pelo-menos-dois-mortos-e-19-feridos-1.876183), viaduto esse construído nos planos de mobilidade urbana da Prefeitura de Belo Horizonte para a Copa do Mundo.

Toda essa tragédia é fruto do “Jeitinho” Brasileiro de fazer as coisas, de deixar para ultima hora, de fazer licitações fraudulentas, de fazer desvio de verba. Não é o primeiro viaduto que cai no Brasil neste ano, em abril uma pilastra despencou em São Paulo (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/04/queda-de-pilastra-deixa-um-morto-na-grande-sp-dizem-bombeiros.html) advindo de uma obra pública.

Claro, quem são os maiores prejudicados, isso mesmo, você trabalhador, de ônibus, carro ou a pé, cuidado antes de passar por uma obra da prefeitura, ela foi construída em cima de fraudes e descaso. Isso não foi uma fatalidade, isso foi um acontecimento que estava marcado para acontecer. Quantas vezes as obras de mobilidade em Belo Horizonte foram feitas e desfeitas por causa de rachaduras, trincas etc. Então me pergunto, onde estão os fiscais da prefeitura que não verificaram que essas obras tinham problemas? Ou verificaram e a liberaram? Em fevereiro deste ano, a Avenida Pedro I foi interditada por suspeitas que outro viaduto feito para o MOVE poderia cair, segundo a Sudecap o viaduto já foi verificado e não corre risco de cair. Será?

Claro, em nosso país onde a corrupção é um hábito, provavelmente as obras foram liberadas sem qualquer problema, afinal, a COPA está ai, o que mais importa? Fazer obras com qualidade ou embelezar a cidade para turistas? O que eles não imaginavam, é que o viaduto iria cair antes da COPA acabar. O destaque internacional é evidente, a Seleção Argentina encontra-se concentrada a 10 km do acidente, diversas seleções atravessaram o viaduto para ir ao Mineirão jogar, claro, o destaque internacional aconteceu apenas porque o Brasil é a sede do mundial. 

Tragédias como está já aconteceram em nosso país e não teve tal repercussão. O que me mata é, com tanto dinheiro gasto para a infraestrutura da Copa, com tanta coisa prometida e não cumprida, há necessidade de brincar com a vida das pessoas e fazer obras tão mal feitas?

Hoje, pelo menos duas famílias vão enterrar seus entes queridos, pessoas que saíram para trabalhar ou estavam trabalhando, pessoas que pagam corretamente seus impostos, trabalhadores que nada tem haver com tanto descaso, pessoas que provavelmente acreditaram que essas obras de mobilidade iriam “melhorar” suas vidas. E o que as mesmas recebem? A morte como um presente ingrato as vésperas de um jogo do Brasil, na qual amanhã ninguém se lembrará que suas vidas foram usadas para embelezar a cidade com projetos falsos de mobilidade e uma Copa do Mundo que nada de benefícios trouxe para nosso país.

E não me adianta vocês que são pró-governo me dizer dos seus milhares de benefícios ou que se o dinheiro não fosse usado com os estádios seria roubado, não acredito em utopia, mas acho que vocês devem pensar que poderia sim ser vocês. Sim, somos hipócritas, nos importamos hoje, mas amanhã no jogo não nos lembraremos, não lembraremos no dia das eleições, não nos lembraremos na hora de cobrar esses políticos, não sejamos infames nem cegos, vamos ver a realidade, vamos ser humanos pelo menos uma vez, vamos nos conscientizar que essa politicagem já basta.

POESIAS
Tarso Corrêa - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/
REALIDADE FRAGMENTADA

Tem horas que não sei se estou a sonhar ou acordado,
Em transe ou se sou uma fantasia real,
Amarrada, atada no tempo que se passa,
Nesta viagem estática a caminhar sem sair do lugar;
Tudo se mistura e consome nesta dúvida letal;
Serei uma utopia, uma criação de uma demência?
Só restam dúvidas que nem sei se realmente existem;
O que sou? Quem sou?
Eu existo ou sou um reflexo, um eco desconexo;
E, mais além, eu sou eu ou você;
Neste espelho fosco em que mergulho,
Salto no vazio, neste precipício,
Em que formas físicas se misturam e se dissolvem;
Tento me desatar, me encontrar;
Descascando, desembrulhando minha alma,
Escalando os muros deste hospício,
Rasgando a alma neste suplício,
Navegando entre o real e o figurado,
Costurando o meu eu multifacetado.

ESPAÇO ABERTO

A amizade - símbolo de irmanação leal
Baltazar José Filho - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

Quando dois seres se conhecem e se vinculam amistosamente, ambos são pródigos em atenções; cada qual procura tornar mais cômoda a amizade do outro. Entretanto, mais tarde se esquecem disso e, materializando o espiritual, convertem o que é puro, nobre e sublime, nesse tipo de espigas que não servem para alimentar o corpo nem a alma, mas para varrer a sujeira; convertem essa instância de amizade, que conceituavam grata para o espírito, para o coração, para a própria vida, em uma vassoura, da qual um ditado muito velho diz, generalizando, que serve quando nova e depois só aparenta varrer, deixando tudo como estava, ou ainda pior.

Sobrevém, pois, o que inevitavelmente acontece quando se menosprezam as coisas que o uso desgasta. Os que provaram um dia os prazeres de uma doce amizade deslizam pela encosta da indiferença e começam a se desobrigar mutuamente das atenções que antes se prodigalizavam, sem que por isso cada um deixe de pretender para si mesmo a manutenção permanente dessas atenções que, como obrigação, pensa que lhe devem.


A atenção deve ser cultivada sem afetação, fazendo com que esse traço gentil, que tanto atrai e obriga, se produza naturalmente.

A amizade – símbolo de irmanação leal dos espíritos –, que no lar se nutre no amor ou no afeto, quantas vezes sofre o descuido daqueles que depois buscam, sem achá-la nunca, a causa de suas desavenças e até de seus distanciamentos. É que a atenção deve ser cultivada sem afetação, fazendo com que esse traço gentil, que tanto atrai e obriga, aconteça naturalmente.

Não se deve esquecer que a relação e vinculação entre os seres estão constituídas por uma série de coisas e fatos que se entrelaçam. De nós depende que se mantenham como no primeiro dia em que se estabeleceram, pois do contrário se destroem; acontecerá o mesmo que com um suéter, cujos pontos, ao soltarem, irão destecendo-se, pouco a pouco, não restando ao final mais que um fiapo como recordação dele. Este é o drama da vida, do mundo, da humanidade.

O temperamento humano é muito suscetível; porém em todos os seres humanos existe uma boa condição, a qual permite corrigir erros, aplainar dificuldades e atenuar reações; essa condição é a que deixa o ser perceber o que outro fez em seu favor, mesmo que não esteja à vista; a que faz com que aprecie uma atenção, não pelo que ela possa significar como valor material, e sim como valor moral ou espiritual. Essa condição se transforma em virtude quando, receptivo o ser ao bem recebido, contribui para que se manifeste internamente a necessidade de corresponder a esse bem. É então quando se inicia novamente e se afirma esse intercâmbio de atenções, o qual, algumas vezes por ignorância, outras por incapacidade para compreender o que representa para a vida, se deixou de realizar, e que tanto contribui para suavizar as amarguras que os esforços cotidianos trazem consigo.

Trechos extraídos do livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, p. 196


Memórias de Betim
Ana Claudia Gomes -Professora e Mestre em História pela UFMG. Pesquisadora da história de Betim desde 2003.

Dedicado à história dos bairros Liberatos e Angola

Ângela era a rapinha do tacho de uma família de sete irmãos, radicada na região rural de Liberatos, em Betim. Meu avô era meeiro em uma fazenda e minha avó agricultora em fazenda vizinha.

Conta minha mãe que uma pirraça da Ângela, dessas que toda criança precisa um dia fazer, ficou antológica na memória da família. A fome grassava naqueles meados do século 20, numa cidade modorrenta como era a Betim de então. Não raro, o jantar era um ralo caldo de fubá. Pão era para dia de domingo.

Porém, interessante lembrar, meus antepassados plantavam e beneficiavam muito do que comiam. Meus tios e tias mais velhos já trabalhavam na roça, e os que ficavam em casa cuidavam uns dos outros, faziam comida, que minha avó já deixava adiantada toda noite, e levavam marmita para os familiares na roça. Ângela ia com minha avó, pois, caçulinha, ainda era amamentada.

Deu que o prato do dia, no almoço, eram favas. Sentada diante de seu quinhão, Ângela gritava, berrava, esperneava o que todos gostariam de gritar, berrar, espernear: "Quero fava não, diabo! Quero feijão! Quero fava não, diabo! Quero feijão!" As favas, preparadas às pressas, tinham um gosto amargo, graça nenhuma... É claro que minha avó deve ter posto paradeiro à pirraça de Ângela. Minha avó, mulher guerreira. Sabia que ali, a ordem era a fome, não o desejo. O feijão era o desejo. O feijão dos sonhos. Meus avós trabalharam muito, vieram para o Angola, ou seja, participaram do "êxodo rural" em Betim.

Mas Ângela foi ficando livre das favas em seu cardápio. É uma mulher feliz, livre, porque sempre soube lutar por seu desejo. Hoje, acho que há menos famílias obrigadas a comer favas ao invés de feijões. Aliás, muitas famílias já nem comem feijões, pois têm acesso a uma diversidade alimentar que os dispensa. Mas eu planto e colho favas. Elas são o exótico.

Despertam olhares admirados e saudosos de quem já comeu favas bem preparadas. Salve o desejo. Adeus, fome. Adeus, favas contadas. Agora, favas para o deleite.

RELEASE

Projeto “Som Betim” - http://betimshopping.com.br/
Contato: Laís Chaves Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Toda semana, de quinta a domingo, a partir das 19h, tem apresentação de música ao vivo na Paça de Alimentação do Betim Shopping. O projeto “Som Betim” traz artistas da região e busca agradar a todos com diferentes estilos musicais, como MPB, pop rock e sertanejo.

O projeto tem como diferencial a exposição do trabalho de músicos de Betim. Segundo Mauro Satter, produtor musical do Betim Shopping, “o objetivo é a valorização da música regional e, principalmente, os trabalhos autorais. Assim, os artistas têm a oportunidade de mostrar outro lado das suas apresentações, o que não é comum. Em shows desse tipo, os músicos costumam fazer apenas covers.”

As apresentações do “Som Betim” ocorrem todas as quintas, sextas, sábados e domingos a partir das 19h e são gratuitas.

Confira a programação dos próximos shows:

10/jul - César Coelho

11/jul - Ildeu Júnior

12/jul - Marcos Ponciano

13/jul - Deyvisson Oliveira


ARTE EM MINIATURA -
Pamela Sobrinho

Recebi um trabalho fantastico de um artista plastico paulista, Wesley D’Amico, que faz trabalhos em miniatura, trabalho este que pode entrar no Guinness World Records como a menor reprodução da bandeira brasileira no mundo. O trabalho do artista é fantastico e vale a pena ser conferido.

Sabemos que a arte plastica em nosso país recebe o devido valor, por isso a importancia de sempre estar divulgando obras maravilhosas como essa. É realmente fantastico observar a perfeição da bandeira do Brasil de apenas 0,7 milímetros.

obras

Estarei divulgando a página do artista e seus videos no Youtube, vale a pena conferir.

Wesley D’Amico - Perfil https://www.facebook.com/wesley.damico

Reportagens: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2014/05/mecanico-faz-bandeira-do-brasil-de-07-milimetro-e-quer-entrar-para-guinness.html


Vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=JbsqdpwWZ1w&;feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=zwDXqCbRzN0&;feature=youtu.be


COLUNA VEGETARIANA

Assista: http://www.terraqueos.org/

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EDIÇÃO PUBLICADA POR

PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )