ED 74 - Julho de 2015

"E julho trouxe as alegrias que junho deixou no ar"

ED 74

BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
O PENETRA (Página 80)

Um metro quadrado
3x4
Suspiros profundos
Barulhos chatos
Pensamento contínuo
Barbaridade errônea

Pálpebras
Violão
Ventilador
Sapatos
Vento
Carteira
Cadeira
Som!

Lua minguante
Coração estraçalhado

Queria voltar o tempo,
Seria injusto com uns
Mas benéfico para meu ego

As faces se desmancham
Em meio às tempestades de areia

Reações
Perigo adverso

A sinceridade escapada
É uma mentira inversa.

POESIAS
ASAS -Tarso Corrêa - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/


Podem prender meu corpo,
Mas não prenderão meu pensamento;
Que de mim faz um caminhante,
E alivia este tormento;
Viajo pelas palavras e caio em incógnitas,
Segredos vivos, vivos e mortos;
E nas pessoas me encontro.
Neste encontro de hipócritas.
Nas linhas da mente,
Voo e revoo, um voo rasante,
E vem uma alegria infinita,
De ser livre e amante
Dos pensamentos que minha alma grita, grita, grita.

ESPAÇO ABERTO

INVISIBILIDADE E PRECONCEITO
Samela Rayany - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Adilson Chagas - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

- Samela e Adilson são estudantes do 4º período de Psicologia da Faculdade Pitagoras Betim


“Mas nosso maior defeito é querer combater o efeito e não a causa, quase metade da população não tem o fundamental completo, mais de 13 milhões de jovens no Brasil são
analfabetos. É fácil virar insano quando não se tem ensino, é fácil julgar o menino e pedir que a pena dobre, ainda mais quando você descobre que é quase sempre preto e pobre
(...). Mas já que não podemos cuidar das nossas crianças decidimos tratá-las como adultos (...)”.
(Fabio Brazza,MAIORIDADE PENAL)

Quando nos deparamos com a sociedade margilizada, margilizada quando digo, refiro-me aquela que vive as margens dos direitos humanos, lançamos um olhar preconceituoso a eles, como se fossem animais que devessem viver enjaulados para não nos incomodar. Errado isso ou normal? A maioria de nós nem enxergamos o morador de rua, a criança que trabalha, ou o adolescente que vive em condição precária. Existe uma invisibilidade muito grande, talvez até maior que o preconceito. É mais fácil não ver certas coisas do que dizer que não se importa com aquilo. Freud também dá o seu parecer perante o preconceito dizendo, se associado a discriminação, pode ser considerado um erro.

Entretanto, segundo Freud, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença e sentimento de medo, e não necessariamente do conhecimento originado da Ciência. Ou seja, possui uma base irracional, ligada a ideologia de um mundo imaginado e não real. Mas será que realmente é assim? É essa a vida que eles escolheram? Creio que muitos ali podem até mesmo ter escolhido isso, visto que sofriam violência dentro de casa, crianças sendo abusadas, mulheres sofrendo qualquer tipo de violência, doentes mentais e etc, que acharam então na rua uma possível saída. Mas, por outro lado, podemos encontrar pessoas que foram forçadas a escolher este caminho, quando os pais descobriram que seus filhos estavam envolvidos com droga, ou sua filha estava grávida entre outras situações. E nós em nossa ignorância vivemos julgando e culpando que foi a vida que eles escolheram.

Quantas vezes já ouvimos pessoas dizerem: “é assim porque quer.”? Muitos ali são crianças e adolescentes, que tem um futuro brilhante em suas vidas, mais quando se deparam com uma sociedade e um governo onde eles não se veem acolhidos, logo perdem todos os seus sonhos e anseios antes desejados. A sociedade exclui tais pessoas, porque se importar com a condição de vida delas seria impossível viver normalmente. A polícia e o governo trabalham em prol da elite, o famoso “bandido bom é bandido morto”, desde que não seja eu ou um parente, ou um branco, ou um rico. Assim praticam a política de repressão. Como manter milhões de pessoas sem emprego, saúde, educação “calmas” e “encarceradas” mesmo que em liberdade? Com política de repressão. Isso é a maior reclamação dos morados de periferias, e dos adolescentes infratores, pois a forma da polícia agir é batendo, agindo com ignorância como se eles não fossem seres humanos.

O salário mínimo não dá para nem se alimentar, o sujeito entra pro tráfico de drogas e ganha mais que o pai. É lucro sim. Não é lucro pra quem nunca passou fome, pro miserável é. Pra aquele que ninguém enchera, ninguém ajuda, é negócio. O tráfico hoje emprega milhões de pessoas no Brasil, funciona como uma empresa ilegal, tem patrão, gerente, soldado, salário e respeito. Porque o que eles mais querem é respeito, ser vistos pela sociedade ao invés de ignorados, e com uma arma na mão as pessoas veem aqueles que são invisíveis. Mas somente a polícia numa favela dá conta? Matar vários traficantes, bater em adolescentes, apreender armas e drogas, conseguiu algum resultado até hoje? Não.

Só a polícia vai na favela, mas eles precisam de muito mais. Eles precisam de uma rede de amparo, que lhes garanta as condições básicas para sobrevivência. “De fato, não haverá país nenhum enquanto parte significativa da juventude, sem acesso a uma educação digna, for empurrada ladeira abaixo para o desemprego, o subemprego e as subeconomias da barbárie.” (Luiz Eduardo Soares, Invisibilidade por preconceito ou indiferença, pág. 178)

O fato de não termos uma rede de amparo, acaba gerando que tudo seja um ciclo vicioso, adolescente mata pai de família, a família fica sem o pai, as crianças que fazem parte dessa família crescem ausentes da mãe, pois ela tem que sair para trabalhar, o menino se envolve logo na adolescência com droga, então começa a roubar para sustentar seu vício, e numa dessas ele mata um pai de família, e a história vai se repetindo dia a dia. E a solução muitas vezes está em nós compreendermos o porquê tal pessoa veio a fazer isso, e não mais condenarmos como se fossemos o dono da razão, aquele que quer fazer justiça com as próprias mãos, ou desejar todo tipo de mal para um adolescente que nem sequer sabemos em que contexto ele vive. Nosso maior defeito é querer combater o efeito e não a causa.

Não estamos aqui para sermos juízes, e sim para entender o que acontece na vida de cada sujeito que o leva a seguir um caminho, seja ele bom ou ruim. A presença simbólica paterna no desenvolvimento de uma criança é cada dia mais escassa, causando sérios problemas psíquicos na vida do sujeito. O comportamento em grupo que o influencia a tantas atitudes, aquilo que ele viveu ou deixou de viver, o que passou, o que sentiu ou reprimiu. Tudo devemos levar em consideração. Educação, família, governo andam juntos, mas na prática nem sempre é assim.

Muitas vezes julgamos pessoas que vieram do mesmo local ou da mesma cultura, achamos que porque ele mora na favela ele é bandido, o que é um preconceito enorme. Basta ser negro ou pobre para o considerarmos ladrão, assassino, sequestrador, e tudo de ruim. A sociedade parece impõe esse preconceito. Devemos trabalhar isso em nossa vida, que o preconceito não nos domine, nossa sociedade preconceituosa e machista não pode ditar regras e preconceitos na vida de nós cidadãos. Não adianta andar de carro blindado, frequentar a melhor escola, por cerca elétrica em casa. O negro favelado que você ignora na rua quando vê ele andando descaço, o pobre menino que não tem material escolar para ir a escola, o usuário de droga que você reprime dentro da favela batendo para ele não sair de lá e dar trabalho, o filho que não tem amparo da família, vai trombar com você na rua um dia. E ai, adianta fechar os olhos e fingir não vê a desigualdade social?

AMOR E OUTROS DÊMONIOS
Brendow Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Percebi quando despercebido;
Esqueci-me de lembrar;
Vi-me distraído;
Envolvido em um jogo de azar;

Desguarnecido eu era um herói;
Que se corrói a própria sorte;
Tal qual uma morte que não dói
Doente, era eu o mais forte!

Doente de um amor profundo;
Moribundo sangrando em corte;
Era eu o mais temido do mundo!

Imundo, tolo herói beira-morte;
Que sem norte, era a graça e o torpor;
E a causa de tudo isso, é puro amor.

I DON'T WANNA BE FOREVER YOUNG
Amanda Ribeiro - http://mandiibeiro.blogspot.com.br/

A concepção da existência de um estágio entre a infância e a vida adulta nasce junto à geração dos Baby Boomers, e é ainda nela que o “ser jovem” e a juventude começam a ser cultuados.

Antes de continuar é importante que façamos a seguinte distinção: na sociedade contemporânea, temos o termo jovem empregado como sinal de saúde (ou até mesmo de um estado físico relacionado à estética) bem conservada, ou ainda como um conjunto de atitudes comportamentais que se espera de uma determinada faixa etária, associada à reprodução do hábitus jovem.

Durante todo o decorrer do século 20 a atitude, a participação e os movimentos jovens foram sem duvida alguma, eventos bastante autênticos e admiráveis. Entretanto, ao entramos no século 21 podemos perceber o caráter jovem como incoerente e alienado. E para deixar ainda pior a situação, nos dias atuais, a ditadura da moda, do mercado publicitário e de consumo em geral, além da interface de gerações - possibilitada pelo uso da internet, e principalmente das redes sociais - impõe seu grande mandamento: a obrigatoriedade da juventude (física e comportamental) eterna.

Antes se aprendia a ser como os mais velhos, hoje o fluxo passa a ocorrer de forma contraria: os mais velhos admiram e acima de tudo querem ser como os mais novos, querem se parecer com eles, fazer o que eles fazem e pensar como eles pensam.

Traços bem característicos da conduta jovem contemporânea são a importância excessiva à imagem e a status, inversão de valores sociais, morais e intelectuais e culto a bebida e a baladas. Admira que muitas pessoas queiram aderir a esse “estilo de vida”. Parece ocorrer que alguns não dão conta de acompanhar o ritmo de sabedoria e responsabilidade que o passar do tempo exige, e assim acabam estagnando em um tempo ou a partir deste tentam regredir. Ou ainda que lutam tanto contra o envelhecimento físico que se esquecem quão grande é o grau de experiência que os anos podem trazer. É claro que querer manter uma aparência mais jovem é aceitável e até normal, dependendo da proporção que isso toma. O problema maior, é que a futilidade chega a um nível tão grande, que a atitude comportamental do mais velho começa ser também, inevitavelmente, a de um jovem imaturo.

Se a sociedade, e em especial os mais velhos, não atentarem para isso, temo o que possa ser das gerações futuras. Assim, espero que as pessoas tenham algum dia sabedoria para entender que envelhecer é bom e faz parte da vida. Para que assim possamos cessar a procura do segredo da “eterna juventude” e focar nossos esforços na busca da “eterna maturidade”. Renunciando dessa forma a futilidade e o exagero existente na caça tanto da juventude física e principalmente da juventude comportamental, a fim de nos tornarmos mais íntegros, sábios e por que não dizer, mais nós mesmos.

NÃO ACORDEM A CIDADE
Revista O Estilingue Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Chega de saudades!
Quero-te hoje
Com toda a Ferocidade
Que os novos tempos exigem
Bem antes que os outros cheguem
Com toda a velocidade
Que os novos tempos exigem
Com insuportável velocidade
Que os novos tempos exigem
Como se você não fosse nada
Como se eu não fosse nada
Bem antes que os outros cheguem
Com toda a ferocidade
Que os novos tempos exigem
Bem ali, ao meu dispor...
Como se você não fosse nada
Como se eu não fosse nada

RELEESE

Betim Shopping recebe grupo teatral que reforça a importância de economizar água

Em tempos de escassez de água, a ordem é economizar. Reduzir o tempo no banho, varrer as calçadas e lavar o carro com balde são alguns hábitos que, uma vez implantados na rotina de cada família, trarão resultados positivos para todo o planeta.


Para ajudar a incentivar a conscientização do uso da água, nos dias 10 e 18 de julho, de 16h as 20h, através de uma ação realizada pela Copasa (Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais) em parceria com Betim Shopping, os usuários do mall poderão conferir a apresentação de um grupo teatral que, por meio de intervenções artísticas, mostrará a todos como otimizar o uso da água na tentativa de evitar o tão temido racionamento.


“Este é um projeto descontraído e diferenciado que leva uma mensagem de extrema importância à sociedade. Elaboramos um teatro mudo ambulante pois acreditamos que desta forma conseguimos transmitir nossa mensagem para um número ainda mais expressivo de pessoas”, explica Givanildo Cruz, Coordenador de Ação de Mobilização Social da Copasa.


Para o Coordenador, divulgar esta mensagem em pontos estratégico da Região Metropolitana de Belo Horizonte representa um passo de extrema importância pelo fato de existir uma real possibilidade de assoreamento da Bacia do Rio Paraopeba, responsável por abastecer a RMBH. Dessa forma, sendo agosto um período de seca, a meta de reduzir em pelo menos 30% o consumo de água torna-se ainda mais essencial.


COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )