ED 75 - Agosto 2015

"...Para atravessar agosto é preciso antes de mais nada paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro..."Caio Fernando de Abreu

AGOSRO

BUQUÊ SUBULATA

Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
PARTANTESTI (Página 81)

Pouco a pouco derreto minha raiva
Eu esperava
Acreditava

Imaginei demais
Fui ao excesso
Cheguei ao extremo
Agora é o fundo
O fundo do poço.

POESIAS
Tarso Corrêa - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/
PAI

Ai, Ai, meu pai;
Fostes embora mas ficou a saudade,
Que embaça meus olhos,
Nas lágrimas que teimam em não cair;
Da vida, foi pura maldade,
Que deixou trancada em ferrolhos,
A vontade de te ter;
Abrir o coração, te beijar,
E em teus braços me acolher.

ESPAÇO ABERTO

ABUSO SEXUAL INFANTO-JUVENIL: ATUAÇÃO DO ESTADO E DA PSICOLOGIA
Samela Rayany - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

- Samela é estudante do 4º período de Psicologia da Faculdade Pitagoras Betim

A infância e a adolescência são etapas fundamentais para o desenvolvimento todo o indivíduo. Dessa forma, crianças e adolescentes são considerados indivíduos em condição especial de desenvolvimento, necessitando cuidados especiais que garantam sua proteção e potencializem seu crescimento pessoal. Nesse sentido, toda a sociedade e o poder público são responsáveis pela garantia dos direitos fundamentais das crianças.

A família desempenha um papel de destaque neste processo, uma vez que constitui oprimeiro sistema social no qual o ser humano em desenvolvimento interage. Além do provimentode bens, sustento, educação informal e preparo à educação formal, os cuidadores são responsáveis pela transmissão de valores.

Entretanto nem sempre os cuidadores comportam-se de forma protetiva e as situações de risco podem ocorrer dentro de casa. A grande ocorrências de maus tratos contra crianças acontecem no ambientedoméstico.

Dentre as categorias de maus tratos, o abuso sexual tem sido considerado um importante problema de saúde pública na infância e na adolescência. Essa forma de violência é definida como o envolvimento de uma criança ou adolescente em atividade sexual que essa não compreende totalmente, que é incapaz de dar consentimento, ou para a qual a criança não está preparada devido ao estágio de desenvolvimento, ou que viola as leis ou tabus da sociedade.

A intervenção terapêutica em casos de abuso sexual em crianças e adolescentes é complexa e precisa ser planejada considerando o impacto desta experiência para o desenvolvimento da vítima e da sua família, mudanças no ambiente imediato destas, disponibilidade de rede de apoio social e afetiva e fatores de risco e proteção associados.

“DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL”
CAPÍTULO I
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
§ 2o Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.” (NR)
“CAPÍTULO II
DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL
Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. (VETADO).” (NR)
“Ação penal
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação.
Parágrafo único. Procede-se, entretanto, mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável.” (NR) . LEI Nº 12.015, DE 7 DE AGOSTO DE 2009

Os critérios para definição do vulnerável no Código mudam de um artigo para outro, de um crime para outro. Interessa-nos aqui, especialmente, o vulnerável definido no caput do art. 217-A, justamente o crime de estupro de vulnerável. Ali é definido como tal o menor de 14 anos. A conduta criminosa descrita é a prática de conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso com menor de 14 anos. Há uma diferença entre o conceito de pedofilia e os crimes tipificados no Código. A pedofilia, como dito, não é um conceito penal. E, enquanto o pedófilo não age – não pratica qualquer conduta definida como crime – essa sua condição em nada interessa à lei. Isso porque o Direito Penal é regido pelo princípio da lesividade: para que haja crime, deve haver uma conduta que gere lesão ou ameaça de lesão de um bem jurídico de um outro sujeito. O princípio, então, serve a proibir a incriminação de condutas internas (cogitação), dentre outras funções. É quando age em função do desejo, então, que sua conduta se torna relevante, podendo se amoldar a diferentes tipos de crimes. O estupro de vulnerável é um deles e é o mais grave. O Estatuto da Criança e do Adolescente também traz alguns crimes dessa natureza, a exemplo dos artigos 240 a 241-E, que tratam do que pode ser vulgarmente chamado pornografia infantil.

Deixando de lado a legislação, vamos ver os números da violência contra a criança e o adolescente cerca de 90% da violência sexual contra meninas é praticado pelo pai ou padrasto e 73% dos casos de violência tem vítimas do sexo feminino e 90% dos abusos não são detectados.

Sobre as características dos abusadores 80% dos abusadores são homens. Raramente é identificada em mulheres. E estão integrados no convívio social e são, com frequência, casados, 85% dos casos conhece a vítima e em 68% são os pais ou familiares. Em 80% dos casos não tem antecedentes penais. 58% dos casos se negam a receber tratamento
Em pesquisa recente do Ministério da Saúde, com base em dados do sistema VIVA Vigilância de Violências e Acidentes, aponta que o abuso sexual é o segundo tipo de agressão mais comum contra crianças brasileira e maior parte das agressões ocorreram na residência da criança (64,5%).

Diante de números tão assustadores, é dever do Estado agir para proteger essas crianças, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente, estabelece que crianças e adolescentes são considerados sujeitos de direitos, que vivenciam condições especiais e particulares, cujo desenvolvimento físico, mental, moral e social deve ser garantido em condições de liberdade e de dignidade.

Tendo em vista o papel que o Estado deve desempenhar no cuidado das crianças e dos adolescentes e a importância do acompanhamento de profissionais qualificados para darem a essas vitimas um tratamento adequado, foram criados os CREAS com a participação ativa de um psicólogo social, para entender o quão fundamental é a interferência deste profissional no tratamento destas crianças é preciso entender que a psicologia como profissão não nasceu em um vácuo social, mas como produto de uma história política, econômica e social da modernidade, quando as noções de individualidade e singularidade criaram a necessidade de uma ciência que desse conta disso.

Um dos serviços especializados oferecidos no CREAS é o Serviço de Proteção Social a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, Abuso e Exploração Sexual e suas famílias. A violência deve ser compreendida como produto de um sistema complexo, que envolve diferentes realidades de uma sociedade, implicando, portanto, que voltemos nosso olhar para as diferentes realidades – familiar, social, econômica, política, jurídica – que estão assentadas em uma cultura e organizadas em uma rede dinâmica de produção de violência.

A violência contra crianças e adolescentes faz parte de uma que não estão descoladas das relações econômicas, de gênero e de raça que configuram a estrutura da nossa sociedade. Não se pode perder de vista que a violência é sempre fenômeno a ser contextualizado e considerado em sua complexidade.

Tendo em vista essas dinâmicas, a atuação do psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, e visando promover a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

“O atendimento psicológico deve compor a atenção psicossocial, que é operacionalizada por um conjunto de procedimentos técnicos especializados, com o objetivo de estruturar ações de atendimento e de proteção a crianças e adolescentes, proporcionando-lhes condições para o fortalecimento da autoestima, o restabelecimento de seu direito à convivência familiar e comunitária em condições dignas de vida e possibilitando a superação da situação de violação de direitos, além da reparação da violência sofrida. O atendimento psicossocial é um instrumento fundamental para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes, que tem como referência básica os princípios de prioridade absoluta, por serem sujeitos de direitos e em condição peculiar de desenvolvimento. Configura conjunto de atividades e ações psicossocioeducativas, de apoio especializadas, desenvolvidas individualmente e em pequenos grupos, de caráter disciplinar e interdisciplinar, de cunho terapêutico, com níveis de verticalização e planejamento, de acordo com o plano de atendimento desenvolvido pela equipe. O atendimento deve ser entendido ainda como conjunto de ações internas do CREAS e dos demais serviços da rede, e deve estar voltado, além da atenção emergencial para a redução de danos sofridos pelos sujeitos, para a mudança de condições subjetivas que geram, mantêm ou facilitam a dinâmica e as ameaças abusivas. As ações devem ser potencializadoras da autonomia, favorecendo a participação na rede social ampliada, compreendendo crianças e adolescentes como sujeitos desejantes e de direitos.”

O compromisso fundamental é a interrupção do ciclo da violência. Para isso, serão necessárias medidas jurídicas de responsabilização do autor da agressão, medidas sociais de proteção às crianças e de reinserção escolar ou laboral, medidas médicas de tratamento das consequências e medidas psicossociais. Tendo em vista o que foi apresentado, fica claro o quão fundamental é o papel do psicólogo na interação entre a lei, aplicando as medidas legais para quebrar o clico da violência como reestruturar psicologicamente essa vitima para uma reinserção na sociedade com a dignidade e com danos “menores” se não houvesse o tratamento.

A psicologia exerce um papel fundamental de mostrar para aquela vitima e para sua família que ela não foi a responsável por tais crueldades e quebrar um ciclo vicioso de possíveis transtornos futuros, bem como dar um norte para a vitima e para sua família. Entretanto, esse tipo de tratamento não acontece se não houver uma participação efetiva do Estado, dando estrutura aos CREAS para o desenvolvimento de tais politicas sociais.

Ficando claro o quão importante é a participação efetiva do Estado, Sociedade e Profissionais qualificados para melhor atender as vitimas.

AMOR MESOCLÍTICO
Brendow Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Feliz eu que dar-te-ia;
O amor que um dia guardei;
Aguardo em agonia;
O momento em que beijar-te-ei;

Jurei que amar-te-ia;
Como nunca imaginei;
Lua da noite, sol do meu dia;
Meu coração entregar-te-ei;

És mais que a própria paixão;
Do barco a proa, vento e os remos;
Que pra minha eternidade levar-te-ão;

Eu e minha alma amar-te-emos;
E sei que viver-te-ia;
Morando pra sempre na minha poesia.


USO DOS LENÇOS
Thamara Quirino - http://www.thamaraquirino.com.br/

received 10153854710719179

O lenço pode ser considerado um clássico na moda por sua versatilidade, usado de diferentes formas em diversos momentos da história, continua sendo uma peça cheia de estilo.

Aparece no pescoço como na Roma antiga, hoje conhecidos como echarpes e cachecóis ou como na elegante França da década de 1930, na cintura como registros de 1261 com o surgimento da dança do ventre no Egito, entre outras muitas formas de identificar sua aparição como acessório no decorrer do tempo.

Literaturas identificam a rainha Nefertiti do Egito como a primeira mulher na história a usar um lenço na cabeça em 1350 a.C. No Brasil a rainha Carlota Joaquina foi pioneira no uso de lenços na cabeça em função de um surto de piolhos durante sua fuga de Portugal que a obrigou a raspar os cabelos.

E de uma forma bem menos cômica que a rainha, conheci e aprendi a me adaptar com seu uso na cabeça após meus cabelos caírem em função do tratamento contra um tipo raro de câncer. Confesso que só usava lenços no pescoço, como proteção contra o frio ou para dar um charme em alguma composição. Tive que me reinventar, readequar meu estilo àquele acessório que seria pra mim imprescindível a partir de então.

Não me identifiquei com o uso de perucas, embora seja um acessório muito usado para as pessoas na mesma situação que eu. Mas senti que o lenço me dava um ar de estilo próprio, além de valorizar as feições do rosto, percebi que meus olhos e boca também poderiam revelar, expressar algo mais sobre mim e que estes mereciam um destaque especial, pois seriam de fato, mais observados pelas outras pessoas.

Consequentemente aprendi a fazer diversas amarrações, combinar as cores e texturas com minhas peças de roupa. Me senti mais livre pra ousar, visto que, não há muito com quem me comparar. E isso é maravilhoso!

Diante das adversidades do momento descobri em mim um novo estilo onde o lenço se tornou acessório fundamental, ditador dos demais acessórios da composição do look.

O lenço é um acessório lindo, elegante e versátil! Vale a pena ser experimentado!

O PERDIDO VOO DE ÍCARO
Revista O Estilingue Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


É meu mundo que ficou de cabeça para baixo
É a minha imagem
Refletida no espelho convexo
É a minha imagem distorcida
E nada mais!

Meu mundo está de cabeça para baixo
Meu espelho côncavo
Alquebrado!
Revela nada...
Que eu já não sabia

Meu mundo ficou de cabeça para baixo
A minha realidade distorcida
Perdida!
Em tempo e espaço

Meu mundo de cabeça para baixo
Nada fica no lugar
Na realidade liquefeita

Meu mundo de cabeça para baixo
Teu corpo etéreo é manto sagrado
É terra nua
Que vou povoando
Com meus singelos versos

Meu mundo de cabeça para baixo
O teu corpo nu
A flor da pele
Hei! Deita aqui no meu lado
É um simples pedido sidéreo teu
E nada mais

Meu mundo de cabeça para baixo
Teu corpo incorpóreo nu
Flor mística!
Minha ilha sacrossanta de degrado
Um simples pedido teu
Deita aqui ao meu lado
E nada mais!

Meu mundo ficou de cabeça para baixo
Um quasímodo pedido meu
Quero ficar ao teu lado
E nada mais

Meu mundo ficou de cabeça para baixo
Teu corpo nu
Minha terra santa
Queima em brasa

Sou eu em quiméricos desejos
São as minhas ignotas mãos
Um vagar pelo teu corpo infindo

Em um simples desejo meu
Fica para sempre ao meu lado

MOMENTO CULTURAL

Convido a todos a visitarem o canal do Tiago Henrique no Youtube e conferir seu novo trabalho:

https://www.youtube.com/watch?v=pdhDqvUts3s

COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


*FAÇA DOWNLOAD DE TODAS AS EDIÇÕES DA RBC, CLIQUE AQUI (http://www.4shared.com/dir/9mm2HE1N/RBC_Memria.html)

EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )