ED 79 Novembro 2015

"Quase novembro. A ventania de primavera levando para longe os últimos mais espíritos do inverno...." Caio Fernandes Abreu

Novembro2015

BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
SAL (Página 83)

Sou um cara realista
E da vida eu sou o sal,
Subjetivo
Sou surfista,
Sou normal

Inventor de coisas bregas
Guardião do que se tornou banal
É que o mundo está virado
E minhas palavras são em vão

À toa
Não quero mais pensar no que as pessoas não dizem
Ou deixaram de falar.

COLUNA DA PAMELA

VOCÊ

Quando todos os meus sonhos e desejos se remetem a você
quando olhos nos seus olhos encontro a luz e o caminho
quando em toda a sua vida você sonhou com o que achava impossível
e de uma maneira extraordinária você descobre que é real
tudo parece um sonho ao qual nao quero nunca acordar

Cada passo é um passo para o paraíso
mas sem você aqui comigo
não há nada para pensar
todas as cores, flores, céus
todo o meu mundo se remete a você

Todos os meus sorrisos, minhas dores e meus amores
quando você está aqui, não há nada mais o que pensar
só em seus bracos me entregar

E apenas não mais olhar
para que ver o mundo
se é através de seus olhos que enxergo o mundo
simplemente a poesia acontece
e a melodia toca em nossas vidas

É como um doce momento ao qual não quero mais acordar
e uma musica a nos contemplar
nesta nossa vida não há mais nada que eu possa sonhar
porque ja realizei todos os meus sonhos com você!


POESIAS

COLUNA DO TARSO - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

SILÊNCIO

A sombra que protege teu corpo,
É a lápide do teu túmulo;
No silêncio das bocas caladas,
Não regurgitam mais escárnios;
Seus sonhos, ou apenas um mero ideal, tudo morto;
Não terás mais o estímulo;
Olhe para os lados, vês os teus vizinhos, tiveram a vida ceifada,
Pelo tempo ou desatino;
Aproveita o resto que te resta,
A solidão que lhe abraça e manifesta,
Suga a última gota deste amor letal,
E, aquieta a alma neste mundo banal.

COLUNA do Brendow Henrique - https://www.facebook.com/ametafisicapoetica?fref=ts

SONETO BLASFÊMIA

Deusa do bem e do mal;
Coloque seu corpo no meu;
Teu sopro profana minha moral;
Envolvo-me no teu vento ateu;

Alfa do meu mundo;
Eis aqui o teu cristão;
Tenho em mim um amor profundo;
Teu corpo é minha religião;

Teu cio sagrado de fêmea;
Fez de mim um apóstolo fiel;
Meu soneto é uma blasfêmia;

Que me tomou um lugar no céu;
Herege, eu vagarei no eterno;
Pois com você, tanto faz céu ou inferno.

ESPAÇO ABERTO

EM CHAMAS
Pricilla Martins- Revista O Estilingue < Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.


Eu não sagro Ares

Nem Hades

Evito ao máximo

A fúria assassina

Da malta ensandecida

Que pela perdida rua passa

Atrás da próxima vítima

Indefesa

Eu prefiro acreditar

Que a minha felicidade

Está parada

Bem ali na esquina

Esperando-me

Com um belo sorriso nos lábios

Eu não sagro Adônis

E nem Eros

Que a perfeição

Dos seres imortais

Fique longe de mim

Eu prefiro apreciar

O doce eflúvio

Que das damas da noite

Exala

Ficar acordada

E apreciar a infinda sinfonia

Dos astros

Na noite enluarada

Apreciar

O cantar de ébrio

Que passa trôpego

Pela deserta rua

Eu prefiro

Aceitar o convite

Que a vida me fez

De abraçada junto a ela

De valsar e valsar

Pela noite eviterna


O PORQUÊ DA INTOLERÂNCIA NOS TEMPOS ATUAIS
Amanda Ribeiro -http://mandiibeiro.blogspot.com.br/

Quando o X da questão é, de fato, um X

É estranho quando percebemos, que, ainda na contemporaneidade, em uma sociedade pós moderna que se intitula tão evoluída, ainda há casos de intolerância e incomplacência com o pensamento alheio. Presenciamos todos os dias, pessoalmente ou principalmente em redes sociais – que se tornaram quase que um espaço típico para esse fim - exposição de posições e críticas, sejam de qual natureza for, sobre qual assunto for. Essa exposição exacerbada é de extrema importância para garantir a própria liberdade de expressão e para tornar pública discussões de cunho social. Acontece, entretanto, que muitas vezes ela passa dos limites gerando desrespeito e intolerância. Surgem assim como resultados, ao invés de um crescimento intelectual advindo de uma discussão saudável, desentendimentos desnecessários e situações em que o outro é ridicularizado ou exposto de forma constrangedora.

Por que, mesmo em pleno século 21, ainda há indivíduos incapazes de aceitar a diferença? Por que, para alguns, parece mais correto impor os próprios valores e opiniões aos alheios?

Uma hipótese? Somos filhos de pais da geração X. A geração X, compreende aqueles nascidos entre meados da década de 60 até início da década de 80. No Brasil, essa geração vivenciou acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura. Mas apesar de depositar grande valor à opinião crítica e acima de tudo própria, apresentam certas resistências às mudanças e em relação a tudo que é novo. E é claro que essas características não são concretas e verticais, ao contrário, são totalmente flexíveis, híbridas e variam de geração para geração, local para local, família para família e até mesmo de pessoa para pessoa. Entretanto, elas apresentam tendências de comportamento.

A juventude brasileira dos dias atuais, foi criada por pais pertencentes a Geração X. Pais que ensinaram que se deve ter uma opinião formada sobre os mais variados assuntos, que se deve ter visão crítica e acima de tudo, se deve ter voz, mas que ao mesmo tempo, tem medo do diferente e mais do que isso, das diferenças. Que fique claro que não estou depositando sob a Geração X qualquer tipo de culpabilidade em relação as atitudes da nossa juventude, até mesmo porque cabe à nós mesmo a responsabilidade sobre essa. A questão é que muitos de nós sabemos “pensar” e lutamos pela liberdade de manifestar esse “pensar”, mas ao mesmo tempo não sabemos aceitar a liberdade e o pensamento do outro e acabamos, por assim dizer, aniquilando a nossos próprios princípios de uma forma paradoxal. E quando percebemos essa atitude, criamos um aceitar desaceitado, onde dizemos que “tudo bem pelo outro ser o que é, desde que...”. O que de fato, parece pior do que a não aceitação, porque é uma forma hipócrita de apresentar a própria intolerância.

Findo esse texto com a certeza de que mais do que aceitação e tolerância, precisamos respeitar o outro. Respeitar sem julgamento e sem imposições, sabendo que se o outro parece diferente pra você, é porque você é diferente para ele também!

MOMENTO CULTURAL

Convido a todos a visitarem o canal do Tiago Henrique no Youtube e conferir seu novo trabalho:

https://www.youtube.com/watch?v=aCsXqiNau08

Betim é Cultura

W Mota – De Betim para o mundo -

Contato https://www.facebook.com/williammotaartistavisual

William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

O convite surgiu devido a sua expressiva atuação no cenário da cultura afro-brasileira. O artista tem em seu currículo a participação em diversas exposições e festivais, como I Bienal Internacional de Graffiti de BH, I e II Festival Internacional da Diversidade Cultural de BH, finalista do VI Salão de arte de Itabirito.

W Mota retornou ao Brasil com a agenda cheia. Recebe segunda feira 16/11 o Prêmio Camélia na Câmara Municipal de Betim , está com a exposição Negros movimentos na galeria de arte da FAE até dia 30 de novembro , no dia 21 apresenta uma parte da série Congado aqui em Betim no evento Kizomba que acontece na Arca e também prepara uma exposição fotográfica para 2016, buscando uma representação da sua vivência na cidade de Oslo.

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novembro2

COLUNA VEGETARIANA

Assista: http://www.terraqueos.org/


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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )