ED80 - Dezembro 2015

"São apenas sonhos, ilusões e mesmo assim são responsáveis por tanta transformação!"- Pamela Sobrinho

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BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
VERSOS FÚTEIS (página 83)

Minhas pálpebras nunca mais fecharam do mesmo jeito,
Uma música romântica soa ao meu ouvido
Neste momento quebro a janela com um soco fatal,
Fatal para a imagem que ela refletia

Não sei o que acontece
Estou estupidamente louco,
Cheguei a um estado irreversível

Construí abismos,
Cultivei ervas daninhas
E me empolo com a falsa amizade

Atiro contra meus pensamentos
É que ando perdido
E uma nuvem cinza passeia em meus olhos

Minha cara encenadamente carrancuda,
Que nada combina comigo
Carrega a negatividade desse instante

Discursos positivistas eu os jogo no lixo,
Meu mundo mental
Sempre foi bem diferente disso

Me ataco calmamente aos nervos,
Procuro psicoterapia
Não encontro respostas suficientes
Debruço-me sobre um copo de conhaque,
Simbologia de meus versos fúteis, fúnebres, errados!!!

COLUNA DA PAMELA

SAUDADE

Ai que saudades de você,
Uma saudade que bate no peito,
Saudade que não tem fim,
Saudade que eu não posso falar,
Ficou acordado entre nós que seria assim,
Como um segredo, como algo que não pudéssemos falar,
Como algo que nos machuca, que mexe conosco,
Assim ficou acordado, não falariamos dessa tal saudade que bate em nosso peito,
Que aterrorisa a nossa alma,
Que me faz explodir em uma solidão,
Sozinho, com meus próprios sentimentos,
Mas ainda assim,
Nada faria sentido sem você,
Apesar da dor,
Me apoio no nós eternos em que podemos existir

POESIAS

COLUNA DO TARSO - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

Obsolescência da vida


Queria rimar cores,
Iluminar pensamentos,
Mas os meus versos,
Boiam na lama da impunidade;
Na morte dos amores,
Dos choros e lamentos.
Queria rasgar os discursos perfeitos mas controversos,
Chorar a nossa nulidade;
Mas tenho a alma cega de tantas lágrimas de sangue e barro;
Com o peito engasgado, juntando os sentimentos doídos me amarro,
Nesta vida de vidas ceifadas,
Bocas caladas.
Por onde caminhas Josés e Marias?
Para onde vamos sem a nossa alegria?

COLUNA do Brendow Henrique - https://www.facebook.com/ametafisicapoetica?fref=ts

Soneto da Despedida

Meus versos pelo avesso;
Não me esqueço daquele universo;
Por amar-te mais do que mereço;
Um beijo de sabor perverso!

Versos tortos eu teço;
Em violenta saudade submerso;
Solução findável eu desconheço;
Refém de um amor controverso!

Nessa aporia eu transpareço;
Algo falso e diverso;
Impotente, eu me entristeço;

E busco fazer o inverso;
Amando-te, eu permaneço;
E permanecendo, eu me despeço!

ESPAÇO ABERTO

Amanhecer

Samela Rayany- http://diarioonliine.tumblr.com/

"Olhei para aqueles pobres olhos de menina, e consegui enchergar a dor que ninguém via.
Olhos em que já não havia amor.
Olhei para os joelhos ralados dela, parecia uma joia rara jogada no chão e ninguém,
Absolutamente ninguém reconhecera seu valor.
Passei alguns instantes olhando para aquela menina caida,
O sangue dela chegava a ser doce,
Não entendi como ela foi parar ali, no meio de um mundo de fantasias em que a realidade lhe jogara no chão.
Tentar entende-la era um desafio.
Radiante por fora, morta por dentro.
Senti seu perfume perdendo o cheiro,
Senti seus olhos de criança doce escurecendo,
Senti seus braços tão cansados amolecendo.
Deitada ali, ela era a única coisa que eu tinha naquele momento,
Uma obra de arte da vida, cheia de cicatrizes profundas.
Ela já não suspirava mais, ia embora com todo o seu encanto,
Com toda a harmonia do seus olhos, aqueles olhos que eu tive o prazer de conhecer."

O que é "para sempre"?
Amanda Ribeiro -http://mandiibeiro.blogspot.com.br/

Temos -generalizando mesmo- a inevitável mania de sempre que pensamos em eternidade, associarmos à essa, a ideia de tempo futuro. Talvez por hábito, talvez por convenção, talvez por culpa dos contos de fada. Falar em tempos, pode parecer um pouco confuso, mas é essencial para quebrar ou, pelo menos, abalar as estruturas dessa associação.

Parece-me esquisito falar de eternidade relacionando-a a algo que ainda não é. Em outras palavras, o "Para Sempre" -para mim- não é o que há de vir, mas o que já foi. Não se pode fazer eterno o almoço com o chefe amanhã, a pelada no sábado, a viagem para o exterior o final do ano, ou o seu casamento, a menos que eles aconteçam. O "Para Sempre" não fala sobre, tampouco mede a duração das coisas. É feito do agora, é feito agora. É o que vira passado, é o que vira lembrança.

E a boa notícia é que nós somos os, senão únicos, principais responsáveis pela produção do agora. Então meu amigo, faça valer a pena o seu "Para Sempre" cotidiano. Porque para ser eterno, basta ter existido um dia.

Primavera II
Vivaldo Terres - Revista O Estilingue < Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

És uma estação maravilhosa,
Com poder de revigorar,
Aos chegares já vás tratando de dar vida à natureza,
Que com a tua falta, estava a se lamentar.

Pois sem ti a alegria não é a mesma,
Sem ti o sentimento até se extingue,
Sem ti a poesia fica calada,
Contigo nada morre tudo vive.

És a estação que nos eleva,
Que nos alimenta, sem exceção!
Pois não só nos dás vida,
E alimentas a natureza,
Como também dás vida a nossa alma,
E aos nossos corações.

MOMENTO CULTURAL


COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )