ED82 - MARÇO/2016

"Uma árvore em flor fica despida no outono. A beleza transforma-se em feiúra, a juventude em velhice e o erro em virtude. Nada fica sempre igual e nada existe realmente. Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente." Dalai Lama

Capa 2

BUQUÊ SUBULATA
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LUAR (página 85)

A lua da janela
Não é a mesma que a lua da roça,
A lua da cidade grande
Não é a mesma que a da janela

O andar pacato
Não é o mesmo que o andar semiapressado
O andar depressa
Se desespera ao olhar para o lado

A velocidade do tempo
Não é igual em cada canto,
A preocupação com o tempo
É diferente em cada olhar para a lua.

COLUNA DA PAMELA

NÓS

Sentimentos nostálgicos quando ouço nossa musica
sinto o cheiro do vento daquela noite
Com uma melodia doce de fundo
uma lua brilhante a nos iluminar

Nunca pensei que iriamos tão longe
nunca pensei na eternidade daquele
Eu te amo
Dito olhando nos meu olhos

Como pensei que aquele jovem casal
com tantos sonhos infantis
poderia ir tão longe??
Com você eu experimentei todos os sabores

Das mais amargas brigas aos mais doces beijos
sinto seu cheiro na minha pele
e as saudades das noites que você nao esta na minha cama

Nunca imaginei que daquela noite memorável
Das palavras fracionadas pelo choro
pudéssemos encontrar o caminho da felicidade

Mesmo que esse caminho tenha sido difícil
mesmo às vezes quase desistindo
Eu prometi que ficaria olhando eternamente em seus olhos

Como os verões fora de época
como uma fruta doce
Como os pássaros no horizonte
Eu provei do melhor, e nao poderia achar ninguém melhor que você

Ninguém melhor do que você
você é melhor, sim o melhor destas noites
Estaria te esperando por toda a vida
Ao seu lado em todos os caminhos

Porque quando nao estou com você
Estou pensando em você
como nesta noite
Ouvindo nossa musica, sentindo falta da minha cabeça no seu peito
Agora sem erros, como naquela noite
Para sempre nós
Aqui


POESIAS

COLUNA DO TARSO - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

ABRAÇOS DE CHUMBO


São paredes que se fecham,
Sombras que me envolvem,
Angústia que me agasalha,
Coração que dispara;
Pensamento em turbilhão,
Afogado em ansiedades,
Sentindo o peso da realidade,
Perdido na multidão,
Sozinho na cidade;
Corpo a latejar,
Lavado por vapores de suor frio a gotejar,
Olhos a lacrimejar,
Sensações materializadas em grilhões,
Que me imobilizam em um mundo de incisões,
Em que a moral é escrita em pichações,
Por mãos e mentes em síncope;
São medos que me acompanham,
Que me envolvem e banham,
Mergulhando-me neste pânico,
Enclausurando-me neste cubículo tirânico.

COLUNA do Brendow Henrique - https://www.facebook.com/ametafisicapoetica?fref=ts

O POETA QUE AMAVA A LUA

Era sob a luz da lua
Que ela nua me sorria
E me enchia a alma crua
Era sua minha poesia

Hoje ficou só a lua
Que flutua me guardando;
Uma dor que continua;
Dentro de mim nua, ecoando.

Vejo-te nos rostos na rua
Minha saudade te insinua;
Hoje meu amor é do luar!

Soturnamente a versar;
Remoendo-me pela falta sua;
Sinto o seu voltar, ao olhar a lua!


ESPAÇO ABERTO

VALE DO ESQUECIMENTO PERPÉTUO - Samuel da Costa (Revista O Estilingue)

Quando a malta passar
Não vão me encontrar
Pois há tempos não me encontro
Onde eles pensavam que eu estaria

Faz muito tempo que parti
Fui até o Vale do esquecimento perpetuo
Colher negras flores
Para o meu negro funeral de ontem

Quando a turba ensandecida passar
Sedenta por sangue inocente
Não vão me encontrar
Pois há séculos
Não estou mais estático
Como eles pensam que estava

Edição extra -
ORGULHO - Pamela Sobrinho

Eu não me permitia a entrar em sua vida, achava que dava para me virar sozinha, que as noites escuras com o tempo me acostumaria. Mas não dá, não fomos feitos para viver sozinhos.

Com o tempo, as imagens e pequenas lembranças de uma vida a dois começam a ficar muito distantes, com o tempo comecei a me perder nas minhas antigas lembranças, que com o tempo estão sumindo.Como admitir que eu estava errada? Como assumir que eu deveria ter ficado? Como admitir que não dá para viver sem você.

E nessa imensidão do destino, que se aproxima do mar, como voltar atrás, como nadar contra as ondas do orgulho nefasto que atormenta minha alma, como admitir que tudo o que faltava era um simples eu te amo nao dito, como assumir que esse tempo todo eu tinha a resposta para o vazio da minha alma?

Porque eu não te olhei nos olhos quando tive tempo, e não te disse o quanto meus dias sem você parecem com invernos congelantes ou porque eu nao admiti que a vida sem você parece com as profundezas escuras do mar.

Porque eu nunca assumi para você o quanto te amava? Porque eu sempre me importei com o que os outros pensariam? Porque eu não vivi o nós dois ao invés do mundo ao meu redor?

Agora estou aqui, encarando a imensidão da solidão, não sei como você esta, sei que meu coração sempre vai te amar.

MOMENTO CULTURAL

Convido a todos a visitarem o canal do Tiago Henrique no Youtube e conferir seu novo trabalho:

https://www.youtube.com/watch?v=aCsXqiNau08


Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

https://www.facebook.com/williammotaartistavisual

COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )