ED 86 - AGOSTO 2016

"A verdade é que as primeiras mudanças são tão lentas que mal se notam, e a gente continua se vendo por dentro como sempre foi, mas de fora os outros reparam."Gabriel García Márquez

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BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
CAMINHO DE VOLTA (página 89)

Me assustei com a própria sombra
A coruja pousou no meu ombro... Mentira.

A lua se esconde atrás da árvore,
O bêbado com a garrafa,
Dois jovens e uma estrada,
Uma dessas é a contramão
A outra, é a própria sombra

A luz do poste apagada
O reflexo de um farol,
A luz do freio acende
O carro para logo à frente

Uma rua sem saída
Um retorno sem sinal
Um lampião incandescente,
Uma lanterna de longo alcance

O escuro abre espaço
Mas para em frente à porta...
Lá fora é tudo frio
Aqui dentro, é parado

Observo o barulho
E ouço o relógio andando
Nos passos do meu passo,
Volto ao início sem começo
E saio outra vez.

COLUNA DA PAMELA

ADEUS

Decidimos parar.
Seguir caminhos distintos
Houve um tempo que éramos tudo um para o outro
Houve um tempo que nossas vidas estavam unidas
Por algumas movimentações constelares
Nossos caminhos se cruzaram...

Anos e anos sonhando um futuro
Futuro que nunca chegou
Destinos cruzados e agora separados
Sonhos quebrados e desejos separados


Agora chegou a hora de terminar
Cada um para seu lado
Vai... Vai seguir seu destino
Nossa jornada chegou ao fim
Não sabíamos mais pelo que continuar
Nosso tempo já havia passado
Nossas memorias ficarão guardadas pela eternidade
Submersas na escuridão de nossos pensamentos
Escondidas no adeus de nossas palavras

Adeus, sem mais demoras.
Já deu nossa história
Está na hora de terminar.
Adeus


POESIAS

COLUNA DO TARSO - http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

SENTIMENTOS RASGADO

A unha cravada na carne,
Retrato do desejo de segurar o momento
Que no corpo arde;
O suor latejando na pele,
A troca de desejos reprimidos, transpirando pelos pensamentos,
Que correm em cenas desconexas;
Tudo evapora, expele
Pelas bocas, vapores, imagens de desejos,
Que o tempo não apagou;
A saudade, que comigo morou,
Emana em flashes de lamentos complexos,
Que se dissolvem no encontro das lágrimas contidas,
Reprimidas pela ausência,
Na carência do outro.

COLUNA DO BRENDOW - https://www.facebook.com/ametafisicapoetica?fref=ts

AMOR À DISTÂNCIA

De longe, eu te sinto na minha essência.
Um amor sem prudência, sem instância.
Bravo, resiste à intolerância e à carência.
E não sucumbe à influência da distância.

De noite surge o silêncio da sua ausência.
Sinto a abstinência atacar sem tolerância.
A saudade em abundância e persistência,
Despeja turbulência apenas de implicância.

Eu rezo e peço a Deus, força e paciência.
Peço também, a resilência doce da infância.
E que a cada circunstância eu tenha ciência,

Que a maldita incoerência e a discrepância,
Não tem importância nem causa interferência,
Pois a incidência do amor, é maior que a distância.


ESPAÇO ABERTO

QUANDO VOLTAMOS A SER HOMENS DA CAVERNA

Amanda Arruda -http://mandiibeiro.blogspot.com.br/


Já é muito vulgar falar de como a tecnologia e principalmente as redes nos tiram da ''realidade'' e nos tornam seres que vivem muito mais online do que offline. Sinceramente, esse parece um vício quase impossível de ser vencido. Poderia apostar agora mesmo que se você estiver acompanhado e olhar para os que estão à sua volta, eles estarão de alguma forma ''conectados''. Se estiver sozinho, olhe para sí mesmo, que está agora com o celular na mão e revesa seu tempo entre ler alguns dos meus parágrafos e as suas conversas no whats e likes no facebook.

Bom, talvez você conheça também o muito falado "mito da Caverna de Platão".

Se não, vamos lá...

No livro A República Platão recorre ao mito para dividr o mundo entre o sensível e o intelegível.Basicamente fala de homens que viviam desde o nascimento presos por correntes no interior de uma caverna e viam apenas no fundo dessa caverna sombras projetadas da realidade do lado de fora (que podiam inclusive, ser manipuladas) e acreditavam que essa era a verdadeira realidade. Mais ou menos a mesma história do filme Matrix.

E o que isso tem a ver com as redes sociais?

O Mito fala sobre manipulação e alienação.

Já parou para pensar quanto tempo você perde da sua vida olhando para uma tela?
Quantas conversas ao vivo você perdeu em troca de uma conversa "teclada"?
Ou em quantas vezes você deixou de dar atenção para sua mãe, seus avós, namorados ou esposas porque estava curtindo fotos, stalkeando ou conversando com alguém que estudou com você em mil novecentos e bolinha ou algum outro alguém que caga e anda pra você?
Pior do que isso, já parou para pensar que você é o produto que o facebook vende? Você é o público da publicidade através da qual ele se mantém?
Agora, mais próximo do mito... quantas foram as vezes em que você acreditou no que estava diante da tela como se aquilo fosse, de fato, realidade?
Ou quantas vezes criou uma ''falsa realidade'' - a famosa espetacularização do cotidiano, para os comunidadores- para expor nas redes?

É meu amigo...

Uma péssima notícia para você, talvez não mais novidade porque provavelmente você leu o título desse texto, mas enfim: Estamos voltando a ser homens das cavernas. Não no sentido social, como nossos antepassados. Mas infelizmente - e talvez irreversivelmente - no sentido ideológico.
Estamos vivendo a vida pela metade para observar um simulacro. Estamos nos abandonando para assistir um espetáculo, ou para criá-lo.
O pior de toda essa história é que não vai adiantar você ler esse texto porque tão logo que eu escrever o ultimo ponto, você vai voltar para a caverna - ou talvez nem tenha saído.
Aliás, no próprio mito de Platão o único dos que consegue sair da caverna, retorna para contar tudo o que viu aos seus amigos e é morto, porque passa a ser considerado louco por apresentar uma realidade que parece utópica.
Quem sabe você mate, não uma nova ideia, mas a sua alienação?
Deixo um convite: Que tal sair da caverna?

REINOS CONQUISTADOS

Livingston Marlison Siqueira -http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=57160


As lutas são duras...
Dias de solidão, rumo ao meu reencontro.
Aqui as almas não suportam o silêncio. Gostam de barulho.
É como sentir uma paz...
Lá fora,existe confusão! Muitas vozes ao mesmo tempo.

Gritos.

A doçura de um olhar triste e brilhante
A pele cor de neve, uma voz marcante que me intriga:

Sentindo a distância de quem não entra em guerras banais.
Vacilante, me ofereceu espaço... Liberdade...
Espaço que hoje eu sei que ocupo e que conquistei dia após dia.

Meu bem, isso é como oferecer ao rei um reino já conquistado.

Linda, eu respondo, porém;
Dizendo não ser um bicho dentro do seu quintal
“Livre”(entre aspas). E que vai ali e volta...Não!
Sou bicho do mundo.
Se é que esse mundo nos cabe.
Me perco dentro do meu mundo. Ora! Não somos todos livres?

Não subtraia as glórias dessa caminhada.
Não me oferte a minha própria liberdade, conquistada a duras penas.
Não me ofereça, portanto, um reino que já conquistei!

CORAÇÕES PARTIDOS

Samuel da Costa (Revista O Estilingue)

Amoras vermelhas
Flores no jardim
Morangos maduros
Um alento
Um renascer
Algo novo por fim

É primavera
No meu coração
Um amor que chegou
Uma saudade que partiu
Esperança enfim

Amoras vermelhas
Morangos maduros

Uma tragédia
Uma despedida
Laços desfeitos
Um amor que se foi
Dois corações que se se partiram
Em mil nanospedaços

SAMBA

Marcos Santos - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Uma grande festa em comemoração.
Samba no sangue,
Cerveja no suor,

Vozes desafinadas do povo
Em harmonia com a realidade,
Crianças também cantam.

Velhos, jovens, homens e mulheres.
Todas as crenças e descrenças
Em periferias e hospitais.

Em todas as filas,
A voz dos inocentes.
Cantam os aflitos e oprimidos

E o mesmo samba
Cantam vítimas e assassinos
Que também são vitimas.

E a festa continua
Sem tempo
Sem hora para acabar

Valiosos problemas socioais
Valem votos desse povo esperançoso
O poder em troca de promessas/palavras.

Valiosa ignorância acadêmica
Valiosa incapacidade de criticar ou enxergar
Uma velha e eficaz forma de manipular

Estão servindo migalhas ao povo que comemora
E sorridentes sonham
E sorridentes cantam sem enxergar.


MOMENTO CULTURAL

Convido a todos a visitarem o canal do Tiago Henrique no Youtube e conferir seu novo trabalho:

https://www.youtube.com/watch?v=aCsXqiNau08

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Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

https://www.facebook.com/williammotaartistavisual

COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


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EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )