ED 88 - Novembro/2016

"A vida humana não tem só um nascimento, só uma infância, é feita de vários renascimentos, de várias infâncias." Francesco Alberoni

renascer

BUQUÊ SUBULATA
Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. - thvirtual.com
CISOCIEDADE (página 93)

A infância acabou
A adolescência em transição
Mais um homem se dobrando à civilização

As brincadeiras já passaram
A curtição já terminou
O peso das responsabilidades
Batem nas costas
Pesando nos ombros do carregador

Os sonhos foram deixados
A necessidade se apossou
O reflexo, faz de todos, os mesmos

Agora...
É hora de pensar
Refazer tudo o que foi imaginado
E já era esperado pelo imã da sociedade

A beleza foi apagada
O entusiasmo sufocado
A vontade reprimida
E a vida se impôs
Para quem não soube
Se impor à vida.

POESIAS

COLUNA DO TARSO -http://tarsocorrea.blogspot.com.br/

REFLEXO ATEMPORAL

Meu corpo não é meu,
Sou sofrido nesta roupagem que não me representa,
Neste claustro que me sufoca;
A alegria que banhava minha alma se perdeu;
Alimento este segredo, perdido no degredo;
No espelho o reflexo é desconexo,
Um silêncio no vazio,
Uma alma sem corpo,
Que torto vaga nas águas da maledicência, buscando um porto;
Rasgo em dores salgadas pelos rótulos pejorativos,
Buscando desembrulhar me dos adjetivos;
Sonhando com a liberdade,
De mesclar alma e corpo,
Iluminar meu pranto,
Descobrir deste manto;
Mas o medo me acalenta,
Pelo escárnio da sociedade,
Que me abraça e toca;
Sou igual e diferente,
No meio de tanta gente.


COLUNA DO BRENDOW - https://www.facebook.com/ametafisicapoetica?fref=ts

FRAGILIDADE

Tudo é frágil.
O emprego foda.
E a BMW do ano.
E o curso superior.
E as férias nos EUA.
E o amor eterno.
E a garrafa de J. Daniels.
E o casamento perfeito.
E a ideia de justiça.
E a estabilidade financeira.

 

A vida é um
Castelo de cartas,
No olho de
Um furacão.

ESPAÇO ABERTO

O PORQUÊ DA INTOLERÂNCIA NOS TEMPOS ATUAIS - Amanda Arruda -http://mandiibeiro.blogspot.com.br/

Quando o X da questão é, de fato, um X 

É estranho quando percebemos, que, ainda na contemporaneidade, em uma sociedade pós moderna que se intitula tão evoluída, ainda há casos de intolerância e incomplacência com o pensamento alheio. Presenciamos todos os dias, pessoalmente ou principalmente em redes sociais – que se tornaram quase que um espaço típico para esse fim - exposição de posições e críticas, sejam de qual natureza for, sobre qual assunto for. Essa exposição exacerbada é de extrema importância para garantir a própria liberdade de expressão e para tornar pública discussões de cunho social. Acontece, entretanto, que muitas vezes ela passa dos limites gerando desrespeito e intolerância. Surgem assim como resultados, ao invés de um crescimento intelectual advindo de uma discussão saudável, desentendimentos desnecessários e situações em que o outro é ridicularizado ou exposto de forma constrangedora.

Por que, mesmo em pleno século 21, ainda há indivíduos incapazes de aceitar a diferença? Por que, para alguns, parece mais correto impor os próprios valores e opiniões aos alheios?

Uma hipótese? Somos filhos de pais da geração X. A geração X, compreende aqueles nascidos entre meados da década de 60 até início da década de 80. No Brasil, essa geração vivenciou acontecimentos como as “Diretas Já” e o fim da ditadura. Mas apesar de depositar grande valor à opinião crítica e acima de tudo própria, apresentam certas resistências às mudanças e em relação a tudo que é novo. E é claro que essas características não são concretas e verticais, ao contrário, são totalmente flexíveis, híbridas e variam de geração para geração, local para local, família para família e até mesmo de pessoa para pessoa. Entretanto, elas apresentam tendências de comportamento.

A juventude brasileira dos dias atuais, foi criada por pais pertencentes a Geração X. Pais que ensinaram que se deve ter uma opinião formada sobre os mais variados assuntos, que se deve ter visão crítica e acima de tudo, se deve ter voz, mas que ao mesmo tempo, tem medo do diferente e mais do que isso, das diferenças. Que fique claro que não estou depositando sob a Geração X qualquer tipo de culpabilidade em relação as atitudes da nossa juventude, até mesmo porque cabe à nós mesmo a responsabilidade sobre essa. A questão é que muitos de nós sabemos “pensar” e lutamos pela liberdade de manifestar esse “pensar”, mas ao mesmo tempo não sabemos aceitar a liberdade e o pensamento do outro e acabamos, por assim dizer, aniquilando a nossos próprios princípios de uma forma paradoxal. E quando percebemos essa atitude, criamos um aceitar desaceitado, onde dizemos que “tudo bem pelo outro ser o que é, desde que...”. O que de fato, parece pior do que a não aceitação, porque é uma forma hipócrita de apresentar a própria intolerância.

Findo esse texto com a certeza de que mais do que aceitação e tolerância, precisamos respeitar o outro. Respeitar sem julgamento e sem imposições, sabendo que se o outro parece diferente pra você, é porque você é diferente para ele também!


O AMOR É PROFANO - Livingston Marlison Siqueira -http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=57160

Poeta assombrado e ferido por amor
Cicatrizes me refrescam a memória.
Dizem sagrado o tal amor...
Amargo, hoje eu discordo!

Entre madrugadas e bocas
Copos e cabelos...
Entre pernas e gemidos
Assim prefiro viver.

Profano?
Profano é a vida mal vivida,
Desejo reprimido, amor que aprisiona,
Medo...

Tenho pressa desses corpos quentes
Misturados com cerveja gelada!
E se tudo isso for profano?
Desejo que o diabo seja o meu garçom!


MOMENTO CULTURAL

Convido a todos a visitarem o canal do Tiago Henrique no Youtube e conferir seu novo trabalho:

https://www.youtube.com/watch?v=aCsXqiNau08

 


Convido-os para curtirem a página do William Mota, artista visual betinense, foi convidado para representar o Brasil na “Semana cultural Brasil-Noruega”. A exposição de arte aconteceu na primeira quinzena do mês de setembro de 2015 na cidade de Oslo, Noruega.

https://www.facebook.com/williammotaartistavisual

COLUNA VEGETARIANA
Assista: http://www.terraqueos.org/


*FAÇA DOWNLOAD DE TODAS AS EDIÇÕES DA RBC, CLIQUE AQUI (http://www.4shared.com/dir/9mm2HE1N/RBC_Memria.html)

EDIÇÃO PUBLICADA POR
PAMELA SOBRINHO ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )