RBC Entrevista

ELISÂNGELA - Artista Plástica Betinense

Por: Pamela Sobrinho


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Elisângela Pereira Gomes é artista plástica Betinense em uma conversa sobre seu trabalho, suas conquistas e sobre a Cultura em Betim.

Elisângela Pereira Gomes é artista plástica Betinense, estuda na Escola de Belas Artes da UFMG, dentre seus inúmeros trabalhos encontram-se quadrinhos e animação, por duas vezes participou da Lei Municipal de Incentivo a Cultura ganhando a oportunidade de publicar uma revista em quadrinhos e este ano lançar uma animação em 2D digital contando um pouco a historia da Colônia Santa Isabel. Sua página de divulgação no facebook é www.facebook.com/elisarte23.

Em uma conversa muito produtiva, conversamos sobre um trabalho magnifico, técnico, abrindo uma nova visão das artes para mim e acredito que para muitas pessoas.

Você começou a mexer com artes visuais, como, quando e por quê?

Eu comecei quando eu tinha 11 anos, sempre gostei muito de desenhar, mas só comecei a pensar em fazer um curso aos 11, quando trabalhava com minha mãe,e com esse dinheiro eu comprava matéria para desenhar, e um dia uma comerciante da região viu meu trabalho e gostou e me chamou para pintar seu muro, nisso ela conhecia algumas pessoas da Funarbe,e me chamou para fazer um curso. Dizer como comecei a gostar é dificil,acredito que foi um professor minha inspiração.

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Vamos discutir alguns pontos, me fale sobre:

Divulgação do curso?

As pessoas ainda estão muito ligadas aos cursos básicos, pensando no retorno monetário dos mesmos, é uma grande dificuldade da escola publica um  professor de artes conseguirem dar aulas para as crianças.

Você acha que hoje a arte como matéria é deixada de lado nas escolas?

Sim, isso é uma grande critica que eu tenho a fazer, nem tanto na escola municipal, mas na escola estadual já vi professor de matemática dar aulas daartes. E artes é importante, questões até mesmo no Enem, porem as pessoas ainda não veem sua importância.

Para você qual a influencia da arte na cultura das pessoas e para o desenvolvimento humano?

Acho que neste assuntou sou técnica, o desenho é importantes nas demais  áreas, ele por exemplo ajuda a desenvolver a coordenação motora fina, tanto que antes de aprender a escrever as crianças são ensinadas a desenhar. E o senso de moda, projetista, propaganda, estão todos ligados à arte, ou seja, usando-você esta usando arte. A arte influencia seu poder de compra, influência no seu dia-a-dia.

Fale-me das dificuldades da profissão?

Muitas, uma das coisas que possuímos mais problemas, é que a arte ainda está no campo do entretenimento, por um lado é bom, entretanto na maioria das vezes é ruim, porque se deixa de investir na arte para se investir em outros setores como a saude,porque arte ainda é entretenimento, deixa de ser a prioridade. Outra é a dificuldade do mercado de trabalho em Minas Gerais, os campos de animação estão concentrados no Eixo Rio-São Paulo. Existem coisas boas, eu por exemplo, depois de tentar duas vezes consegui a aprovação na lei municipal de incentivo a cultura, para produzir um filme de animação, algo que eu considero uma grande vitória, mas dentro do projeto, na categoria de cinema, proibia que fosse feito filme de animação então tive que encaixar meu projeto na categoria multimídia, é um desconhecimento dos próprios organizadores da amplitude que é a arte.

Fale-me da lei de incentivo a cultura na sua vida e na de outros artistas?

A lei para mim foi batente categórica, tanto que eu já tenho dois projetos aprovados por ela. O primeiro projeto foi realizado em 2009 ao qual produzi uma revista em quadrinhos, trabalhando com a História da Colônia Santa Isabel, fui muito interessante, outros artistas também foram privilegiados com a lei, entretanto, outros tentaram e não conseguiram a aprovação de seus projetos. Para mim foi muito bacana, mas ainda precisa de reformulações para atender a alta demanda de artistas existentes na cidade.

Existe o projeto, eles aprovaram, publicaram e divulgaram, mas e depois?

Depois do livro a pronto, fiz o lançamento na Colônia, abriram muitas portas para mim, para o meu trabalho, outro ponto que foi complicado é a abrangência da divulgação, eles te ajudam a produzir, mas há uma dificuldade em divulgar, e os valores repassados, são pequenos para uma produção em larga escala, e há uma restrição na lei quanto ao intercambio de artistas, artistas de outras cidades não podem participar do projeto de Betim, quer dizer até pode, mas o projeto perde pontos, é complicado, porque o que eu aprendi foi em outra cidade não em Betim. Outro ponto interessante a ressaltar a favor da lei municipal de incentivo a cultura,que ao contrario da lei estadual que lhe repassa uma parte da verba, e a outra parte deve ser repassada por patrocinadores que acreditem no seu projeto, que acreditem nele, por isso filmes brasileiros tem tantos patrocinadores, a lei municipal não, independente se seu projeto seja comercial, se você ganhou, o valor integral é investido.

Para conhecer mais o trabalho magnifico da Elisângela ela estará expondo seu trabalho no dia 09 de novembro no Centro de Cultura Dona Antônia.

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