ED51 A volta dos que nunca foram!

ÍNDICE DA EDIÇÃO

Editorial - Eu e a nanonarrativa - Sessão Julio Rabelo - Máquina do Vento - Um Olhar - Leitura e Formação de Leitores - Espaço do verso. E reverso - Espaço Aberto Virtual

EDITORIAL
Por Cristiano de Oliveira - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Nas noites em que revivia minha vida eu sonhava.
Pensava tanto em inicio, meio e não via nunca o fim, tudo acontecia naturalmente e talvez, mesmo que inconscientemente, eu estivesse lúcido em meus sonhos. Num deles eu podia voar, voava dando saltos imensos e nestes saltos o vento em meus cabelos era no mínimo sentido em meu corpo sobre a cama.
Acordei numa manhã e vi o atraso em que estava a RBC Semanal, preguiça minha ou mera desatenção, eu não sabia e nem ao menos me esforçava e obter a resposta. Vi a RBC mensal sem o Kill, onde fora o Kill????
Kill está bem, parece hibernar, participou do Mapa Cultural Paulista, agradeceu a Minas (Betim) e depois se deitou e não mais se levantou, e ah, parou de comer carne!
Eu... bem, estive morto, cansado, aulas e aulas, documentos e documentos, esqueci de sorrir. Esqueci de contactar meus amigos e família, fiquei num casulo onde nunca seria borboleta, só fiquei ali fechado, chovia ou fazia sol.
Chegou a hora de levantar e olhar firme para o Cristiano frente ao espelho e dar-lhe uma grande porrada:

 - Levanta preguiçoso!!! Gritei.

- Mas já estou em pé... gaguejei ao responder.

- Então acorde!!!

 A ordem rápida veio com um soco na imagem do espelho, como um furacão devastador, era a hora!

Estamos aqui novamente, mas agora com informações da aura humana, sem calendários, sem programas e nem datas para nos preocuparmos, só posso dizer que hoje é segunda feira dia 22 de janeiro de 2013, viva o novo ano!
A todos que acharam que aqui não mais teria novidades esta é a resposta, ainda acreditamos na arte e na cultura, a minha segunda pele veio de Betim mesmo não conhecendo tal cidade!
Estamos vivos novamente!

EU E A NANORRATIVA

Por Giuliano Santos - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O Executivo

Minha volta para o interior se deu principalmente pela ojeriza a toda aquela confusão: ar-condicionado, computador gritando serviço, gravata forca. Tudo isso me mostrou que minha raiz é definitivamente rural. Após assinar a escritura da Fazenda Novo Tempo, só pensava em reiniciar com o leite. De cara obtive a vaca Bugia. Comprei do velho turco Said. Uma fortuna mas boa de balde. Dois anos e nada de prenhez, fugia e até brigava com o touro. Cansado e furioso, mandei matar.
_ Doutor, se o senhor num for ficar cum os bago, posso levá? É pros cachorro.

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Foto:juliorabelosessãoFOTOS 11

MÁQUINA DO VENTO
Por: Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

SEU GUIA

Não concordo com isso
Meus amigos
Ficam com garotas que namoram outros caras
As vezes
Garotas que namoram outros caras querem ficar comigo

Não admito!

Não me importo se “todos” agem desse modo
Sigo meu coração
Que para os “outros” é um coração tolo,
Mais uma vez não me importo

Minha fidelidade não se compra;
Não me corrompa...
Sociedade
Onde vais parar?

Ei você
Preste atenção a sua essência
Não é necessário seguir o passo dos outros
Seguindo
Você se perderá de si mesmo.

UM OLHAR
Por: Bruna Santos - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Coisas da Vida
Pouco tempo. Muito mês para pouco dinheiro.Falta de paciência. Muita cara de pau. Pouca humildade. Muito orgulho. Pouco amor.
Muitas desculpas. Poucas razões concretas. Muitas brigas. Pouco perdão. Inúmeros fins. Um começo.
Poucos amigos. Muita gente. Muita solidão. Muito estudo. Pouco conhecimento. Muito consumo. Pouca necessidade.
Muitas intrigas. Poucos almoços em família. Muitos casamentos. Muitas uniões desfeitas. Muitas palavras.
Poucas conversas úteis. Jornais vazios. Notícias vagas. Internet. Poucos filtros.
Muita tecnologia. Pouca segurança. Muitas propostas. Poucas ações. Muitas cores. Muito cinza.
Muitos programas de televisão. Poucas informações. Muita arte. Pouco entendimento. Muita teoria. Pouca prática. Pouca vida, muita preocupação com a morte.

LEITURA E FORMAÇÃO DE LEITORES
Por Baltazar José Filho - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

A confiança em si mesmo, Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)
Sempre se viu, por exemplo, a muitos decidirem empreender uma obra, grande ou pequena, e mais tarde abandoná-la pela metade, amiúde para empreender outra, ou outras, que também ficam truncadas, sem que exista uma explicação que justifique essa mudança de conduta, adotada, precisamente, para modificar as próprias decisões. Pois bem; isso obedece, na maioria dos casos, à insegurança dos pensamentos alojados na mente; e se há tal insegurança, logicamente é porque eles não são fruto da concepção própria. Pensamentos de toda índole desempenham ali um papel preponderante, sendo muitos deles, às vezes, alheios aos motivos de preocupação em que o ser se acha absorvido.
Querer é poder quando o que se quer se sente profundamente. Ao contrário disso, quando se empreende uma obra e ela é levada a bom termo, é porque as reflexões foram bem amadurecidas antecipadamente, e a inteligência favoreceu o projeto graças à esmerada elaboração do plano a ser realizado. Em tais circunstâncias, o ser pode ter confiança e segurança nas diretrizes próprias, e dificilmente acontecerá que deva abandonar o trabalho começado, desde que antes de iniciá-lo tenha tomado, repetimos todas as medidas que possam contribuir para assegurar o êxito na empresa.
Muitas vezes, um simples desejo mental, promovido por um ou outro pensamento, leva o homem a realizar coisas que, por não haverem sido devidamente pensadas, fracassam quase em seu início.
O pensamento executor de uma obra deve ter, necessariamente, raízes na consciência, pois é dela que o ser haverá de se valer toda vez que se sentir debilitado.
Diante do que ficou dito, temos de admitir que os mais capacitados são os que triunfam, levando seus projetos a uma feliz culminação. A capacidade compreensiva é, pois, imprescindível em todos os atos do pensamento, e é para ela que a vontade deve sempre apelar, a fim de não se debilitar em plena ação.
Trechos extraídos de artigo da Coletânea da Revista Logosofia Tomo 1 p. 137 e 138.
Visite o site: http://www.logosofia.org.br/

ESPAÇO DO VERSO. E REVERSO
Por: Luiz Carlos Leme Franco - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Simples
É simples ficar à toa. Simples falar. É simples deitar-se. Simples respirar.
Viver é simples, nós nascemos simples e simplesmente não aplicamos este simples depois, por querermos muito da vida, por desejarmos coisas desnecessárias a ela, por buscarmos cousas vãs. Nada dito, porém, é primordial. O que se precisa fazer primeiramente é simplesmente viver. Os adereços da existência, bons ou não nos chegam por imposição, por contingência da própria vida ou por fatalidade, que a vida nos oferece de um jeito simples.
Viver é simples. Pensar é simples. O que não é simples é ser simples. Isto é complicado. Para sermos simples precisamos deixar a vida correr livre, o que não é fácil com nosso compromissos mundanos.
O nictêmero é simples, é a vida em vinte e quatro horas, corrida de modo simples segundo a segundo. Nós queremos m ais tempo, porque não,aproveitamos o que se nos apresenta.
Dividamos este dia/noite em três ( a trindade é sempre possível em qualquer circunstância) e teremos espaços de tempo de oito horas cada. Trabalhemos para o mundo ( emprego, governo, cidade, patrão, outrem, ou coisa que os valham para conseguirmos os numerários que precisamos neste mundo, infelizmente) oito horas, dediquemos o outro o outro terço para nossa sobrevivência no mundo para o qual já pagamos nosso tributo por estarmos nele, com comer, beber, limpar nosso corpon roupas e casa,estudar, cumprir agendas mundanas e coisas assim – oito horas - são suficientes sim – e observaremos que nos restam oito longas horas para o descanso das duas atividades anteriores, para orar, cantar, observar o mesmo mundo onde nos inserimos e que é belo, vadiar, ociar, VIVER em harmonia como nosso eu e a natureza interna e externa, curtindo-a.
Aqui reside o essencial.
Para que mais?

ESPAÇO ABERTO VIRTUAL
DOCES LEMBRANÇAS... por Daniela Wainberg

Em minha memória
há inúmeras lembranças relevantes.
Algumas tristes, outras alegres.
Todas importantes
para o meu crescimento pessoal.
Brincar, pular, correr, passear,
cair, chorar, desenhar, pintar
e construir castelos de areia...
dia a dia da maioria das crianças.