ED52 O PODER DE ENCONTRAR A FELICIDADE!

ÍNDICE DA EDIÇÃO

Editorial - Eu e a nanonarrativa - Sessão Julio Rabelo - Máquina do Vento - Espaço do verso. E reverso - Espaço Aberto Virtual

EDITORIAL
Por Cristiano de Oliveira - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O que é ter nas mãos a glória do dinheiro se temos no coração a derrota que nos causa a solidão?

Começo com essa questão esse editorial, pois nesta semana fiquei muito intrigado com o materialismo que rege nossa sociedade no dias atuais. Primeiramente esse tema não é novo, com certeza muitos já estão cansados de debatê-lo então, porque tantos acontecimentos ainda nos levam a cair sobre tal questão?
Tivemos recentemente o caso da boate no Rio Grande do Sul, nunca a cidade do estabelecimento foi tão falada como nesta semana:

- Ah, a cidade tem ótimas praças!
- Cara, essa cidade é um ótimo ponto turístico!

Pesquisinhas tolas e sem noção para colocar o erro na falta de informação, convenhamos que uma das falas foi o motivo dos seguranças terem barrado a multidão porque não haviam pago a boate, que coisa, deve ter sido um tumulto e a ignorância do dinheiro impediu o entendimento humano naquele momento.
Assisti nesta semana uma tremenda operação policial, mais de 40 policiais envolvidos em prender uma forte quadrilha na zona oeste de São Paulo, cobertura da TV, ibope no alto, e o apresentador com o canivete entre os dentes dizendo:

- Olha bandido, canalha! Se você estiver assistindo esse canal, saia correndo daí porque não vai sobrar nada para contar história e ... blá blá blá!!

Com o barulho das sirenes dos policiais e esse tremendo noticiário, ambos avisando os “deletores” da lei vocês acham que houve uma operação bem sucedida?
As melhores ações policiais que já vi em minha vida foram aquelas na calada da noite, realizadas por especialistas que chegaram na “surdina” nos esconderijos destes bandidos, não precisa fazer alarde para demonstrar que o seu Ibope está lá no alto, MATERIALISMO!!
Só pra nos convencer de que??
O melhor a se fazer hoje em dia é colocar a trilogia dos macaquinhos em prática: Eu não ouço, não falo e não vejo... mas espera... estou sendo materialista também, afinal, fechando esses sentidos eu novamente me colocando em solidão (mas sem dinheiro na mão)! Amigos, o que fazer quando nos colocamos em situações tão baratas mas que nos prendem a ponto de nos deixar de barriga gelada a semana inteira? Tentamos achar soluções e nada?
Já trocou sua escova de dentes hoje?
Já sentou em seu bar favorito e deixou o famoso assunto de lado sobre “aquele” programa de reality show da TV aberta?
Vejo que o importante hoje é lutar, lutar contra qualquer coisa que nos faça ficar parados, de mãos atadas, portanto, não mais fiquemos assim, como diz Bertold Brecht:

“TODOS CORREM ATRÁS DA FELICIDADE SEM PERCEBER QUE A FELICIDADE ESTÁ NOS SEUS CALCANHARES.”

EU E A NANORRATIVA
Por Giuliano Santos - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O Netinho

Mal suportava as longas horas no colégio longe da net. Morava num pequeno AP central com a avó viúva. Sempre que chegava em casa, garrincheava-lhe em neutros monossílabos, trocando silêncios. Fechava-se no quarto escuro, cheio de louça, para abrir as janelas da web. Lá de dentro, furioso, gritava impropérios à velha incômoda, injetando-na doses diárias de solidão. Todo mês, recebia pra vovó que não entendia dessas coisas e nem passava na farmácia antes de sumir.

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Foto:juliorabelosessãoFOTOS 78

MÁQUINA DO VENTO
Por: Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

SOBRE A ETERNIDADE

Agora sei o que me faz falta
Eu tinha trabalhado o dia todo
Numa data qualquer estava com preguiça
Os trabalhos se acumularam
Fui os deixando de lado
Fui acumulando o que não devia

Descobri
Que quando a gente jura por alguém
Perdemos a noção da razão

Há tempos não escrevia uma música
Há tempos não redigia um poema
Tudo para encerrar o ciclo
Para o início de uma nova etapa

Mas esse meio tempo foi demais
Senti falta dos meus versos
Perdi o norte de meus pensamentos
Respirei para viver
E não pelo prazer da vida

Hoje não sei sobre alguém
Desconheço o próximo
Paixões terminam
Sentimos falta de calor, romance, vida, amor

E o tempo é uma balsa no Rio São Francisco
Até chegar aos pequenos mananciais

Não entendo de rios, tampouco da vida
Apenas observo
Sinto...
E nada é eterno.

ESPAÇO DO VERSO. E REVERSO
Por: Luiz Carlos Leme Franco - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

ARES

Falares e cantares.

Tramares e lograres.

Nadares nos mares.

Voares nos ares.

Pintares e desenhares.

Desmanchares e recolocares.

Trancares e deslanchares.

Estares nos lares.

Deixares para os pares.

Inventares e brincares.

Dares e revidares.

Arruinares e recuperares..

Piorares e melhorares.

Avançares e regressares.

Amares e odiares.

Vagares e divagares.

Enterrares e achares.

Computares e anotares.

Cansares e desanimares.

Endeusares e amaldiçoares.

Sucessares !!

ESPAÇO ABERTO VIRTUAL

CONHEÇAM NOSSO ESCRITORES MIRINS OS POETAS DO AMANHÃ - AVSPE

AMOR | por: Isabelle Gonçalves Verdan dos Anjos – 12 anos

Amor, quando olhei,
Para você,
Pensei... Imaginei:
Ah... Não posso me calar!

Quando olhei de novo,
Logo percebi.
Resolvi então lhe falar...

E de novo imaginei:
Isto é Amor,
O que sinto por você!
Que começou pelo olhar...
O pensar... O imaginar...
Mas, terminou
Em amar, amar e amar!...

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