ED53 Um, dois, três e "Enter"!

ÍNDICE DA EDIÇÃO

Editorial - Eu e a nanonarrativa - Sessão Julio Rabelo - Máquina do Vento - Espaço do verso. E reverso - COISAS DA VIDA - Espaço Aberto Virtual

EDITORIAL
Por Cristiano de Oliveira - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Tanto quanto me pareço com você...
É pergunta?
É resposta?
... Ah, já é uma citação... é? Não é?
Já se sentiu assim... Confuso? Louco para conquistar algo só não sabendo o que é?
Pense bem antes de realizar tal façanha, às vezes o tiro pode sim sair pela culatra, aliás, pense que na arma que vai usar se há realmente uma culatra (culatra: fundo do cano de uma arma de fogo).
Mas... Se a arma não é a de fogo? Se for a arma do amor... Hum, acho que o monólogo está ficando mais interessante... Espera: Monólogo? Você não está lendo isso?? Então não quero mais escrever!!

(risos) “De médico e louco cada um de nós temos um pouco!”

Refletir, sempre!

Começando a falar sério:
- Bom, começar com um poema, poesia ou frases de efeito sempre torna a leitura um tanto estranha, porque pode não agradar a todos, na verdade, esperam de um edital algo como um “texto inteligente” ou uma apresentação rápida do conteúdo, eu, nesta posição de criar editoriais em perco... é digno se perder desde que o objetivo esteja em alguma entrelinha.
Pouco é peso que devemos ter na vida, portanto a nossa RBC Semanal traz a visão de colaboradores que fazem desta página uma inteligente arma contra o movimento anti-cultural, e este tiro não sai pela culatra!

Uma boa leitura a todos!!

EU E A NANORRATIVA
Por Giuliano Santos - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

O Executivo

Minha volta para o interior se deu principalmente pela ojeriza a toda aquela confusão:ar-condicionado, computador gritando serviço, gravata forca. Tudo isso me mostrou que minha raiz é definitivamente rural. Após assinar a escritura da Fazenda Novo Tempo, só pensava em reiniciar com o leite. De cara obtive a vaca Bugia. Comprei do velho turco Said. Uma fortuna mas boa de balde. Dois anos e nada de prenhez, fugia e até brigava com o touro. Cansado e furioso, mandei matar.
_ Doutor, se o senhor num for ficar cum os bago, posso levá? É pros cachorro.

SESSÃO JULIO RABELO | Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Foto: juliorabelosessãoFOTOS 15

MÁQUINA DO VENTO
Por: Tiago Henrique - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

SOBRE PREVISÕES E MORTES

Minha família quase toda morre no hospital
Trágico
Parece um fim anunciado

Fico ouvindo os relatos

Mas não há previsão:
Existe morte sem dor?
Não há previsão, não!

Não sei meu fim
Mas também vou
Talvez,
Antes dos que eu não posso ver partir.

ESPAÇO DO VERSO. E REVERSO
Por: Luiz Carlos Leme Franco - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

NEM

NEM NASCIMENTO, NEM MORTE, EXISTIR.
NEM COMEÇO, NEM FIM: MEIO.
NEM VIOLETA NEM VERMELHO, VERDE.
NEM OITO, NEM OITENTA – TRINTA E SEIS E MEIO.
NEM ALTO, NEM BAIXO, SEMPRE MÉDIO.
NEM RICO. NEM POBRE, REMEDIADO.
NEM LENTO, NEM RÁPIDO : SÓ REGRADO.
NEM JULGAR, NEM SER JULGADO - DEIXAR OUTROS FAZEREM.
NEM MATAR, NEM MORRER, MAS SIM VIVER.
NEM TANTO AO MAR, NEM TANTO À PRIAIA.
NEM ISTO OU AQUILO, ISSO.
NEM ASSIM, NEM ASSADO, ACEITO.
NÃO AQUI, NÃO ACOLÁ, MAS AÍ.
NEM TENDO, NEM TIDO, TENTADO.
NEM BATISMO, MUITO MENOS CASAMENTO – NAMORO.
NEM TANTO, NEM POUCO. SUFICIENTE.
NEM NADA, NEM TUDO: TENHO.
NEM PAIXÃO, NEM ÓDIO.
NADA A CRUZ E NADA À ESPADA:
SE POSSÍVEL SEM UM E SEM OUTRO,
AGORA E SEMPRE.

COISAS DA VIDA
Por : Kilze - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Passione

PaixaoA ideia de estar apaixonado, por vezes, é mais “apaixonante” do que a própria paixão de verdade. É lindo sentir o coração disparar, a boca secar, as mãos suarem apenas por ver ou somente por pensar em ver o objeto da paixão. O êxtase de alegrar-se um dia inteiro por simplesmente ver um rosto, um sorriso por 10 ou 15 segundos! Apaixonar-se é, no início, simplesmente isso. A sensação de estar vivo, jovem, pulsante nesse momento. É como rejuvenescer anos em segundos. Porém também pode ser descrita como uma patologia amorosa. O dicionário a traduz como um sentimento ou emoção elevados a um alto grau de intensidade. E prossegue dizendo que é: atividade, hábito ou vício dominador.
Analisemos então que o objeto da paixão, o ser a quem se devota tão intenso sentimento nem sempre corresponde à imagem que o apaixonado cria em seu pensamento. A paixão cega. Só vê o superficial. O simples gesto de respirar do “objeto da paixão” se torna grande motivo de admiração.
Se apaixonar por uma ideia é mesmo fascinante, mas pouco real e a ilusão é fugaz, se desfaz no ar com rapidez e não pode trazer outro resultado senão o desastre. Que o diga o jovem Werther de Goethe. Uma verdade inventada nunca chegará a ser verdade de fato.
Então, quando isso acontece, a gente não ama nem a si mesmo, acredita na verdade inventada e finge que é feliz. Uma sucessão de erros acontece quando nos esquecemos de nós mesmos. Nos desrespeitamos! E desrespeitar ao outro já é ruim, mas a si mesmo é um crime. E é exatamente o que acontece quando perdemos o amor próprio por causa da paixão! Ultrapassamos nossos limites, perdemos as estribeiras, passamos por cima de nós mesmos. Esquecemos que se não nos dermos o devido valor não será o outro quem fará isso por nós. Assim perdemos de vista a pessoa mais importante de nossas vidas: nós mesmos.
Não quero aqui me colocar contra sentimento tão intenso, nem levantar bandeira alguma senão a do respeito a si mesmo. Nada no mundo vale a perda do amor próprio. Nem mesmo alguém que possamos julgar ser “o amor de nossa vida”.

ESPAÇO ABERTO VIRTUAL

CONHEÇAM NOSSO ESCRITORES MIRINS OS POETAS DO AMANHÃ - AVSPE
PENSAMENTOS CONFUSOS | por: Helena Schons Lotti

Quem já não passou
por momentos
em que seus pensamentos
estavam bastante
atrapalhados e a mil?
Na adolescência,
fase em que me encontro,
isso ocorre
quando temos que fazer escolhas
e não sabemos para que lado seguir.
A busca por respostas
e a sede por obtê-las de imediato
trazem-nos pensamentos confusos.
Ocasiões como essas
requerem calma
e muita ponderação.

HELENA SCHONS LOTTI
Nasceu em 1º de maio de 1993, em Porto Alegre/RS. Filha de Regina Cézar Schons e Humberto Giacomo Lotti. Estudante. Acadêmica Fundadora e Efetiva da ALMA - Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 40, Patrono: José Joaquim de Campos Leão (Qorpo Santo); e, Membro da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal. Co-autora do "De tudo fica um pouco!", que está no prelo. Começou a escrever, em 2009, na 8ª Série do Ensino Fundamental, incentivada pela Professora de Português. Seu primeiro Poema foi "E agora?". Em 2010, passou a participar de Eventos Literários, promovidos pela AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, fundada por Efigênia Coutinho, Balneário de Camboriú/SC; dos "Elos com Amigos", da escritora Socorro Lima Dantas; e, da Revista "A Gruta da Poesia", do Portal CEN. Adora escrever poemas e narrativas curtas. É tímida e costuma escrever sobre o que está vivenciando no momento.